Observatório deverá reentrar na atmosfera terrestre ainda este ano.
A NASA e a empresa Katalyst Space decidiram interromper a tentativa de salvar o telescópio espacial Neil Gehrels Swift Observatory. A missão previa o lançamento da nave LINK, que capturaria o observatório e o levaria para uma órbita mais alta.
O plano foi cancelado depois que a LINK apresentou problemas no sistema responsável por controlar sua orientação. Parte das rodas de reação da nave falhou pouco depois do lançamento, fazendo com que ela começasse a girar sem controle adequado.
Lançada em 3 de julho de 2026, a LINK foi desenvolvida em tempo recorde para tentar impedir a queda do Swift. A órbita do observatório vinha diminuindo devido ao aumento da atividade solar, que aquece e expande a atmosfera superior da Terra. Com isso, o arrasto atmosférico sobre o telescópio aumentou.
Sem o impulso planejado, a NASA prevê que o Swift continue perdendo altitude e possa reentrar na atmosfera terrestre ainda este ano, onde será destruído pelo calor.
Apesar do fracasso do resgate, a missão LINK ainda tentará realizar operações de aproximação do Swift. O objetivo será testar tecnologias que poderão ser usadas futuramente para reparar, reabastecer ou mover satélites em órbita.
O telescópio Swift foi lançado em 2004 com uma missão inicial prevista para durar apenas dois anos. Durante mais de duas décadas, ele estudou explosões de raios gama — alguns dos eventos mais violentos do Universo — além de supernovas, buracos negros e outras fontes de radiação.
Após a desistência do resgate, o Swift retomou parte das observações científicas. Os telescópios ultravioleta/óptico e de raios X voltaram a funcionar em 26 de agosto. O terceiro instrumento, o Burst Alert Telescope, também deverá voltar a coletar dados em breve.
Mesmo com o fim próximo da missão, a NASA afirma que continuará utilizando outros observatórios para monitorar eventos cósmicos rápidos e tentará aplicar as lições da missão LINK em futuros projetos de manutenção de satélites.