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Anã branca revela dois discos de detritos e possíveis corpos sobreviventes.

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Um sistema planetário em torno de uma estrela morta revelou uma estrutura que não havia sido observada antes: dois discos de gás e detritos separados por uma lacuna. As observações indicam que corpos planetários sobreviventes podem estar ajudando a manter essa configuração ao redor da anã branca J1328−1450 . Ilustração artística do sistema J1328−1450. A imagem representa uma interpretação do sistema e não é uma fotografia dos discos ou dos corpos planetários. Crédito: ESO/L. Calçada. Uma estrutura diferente das já conhecidas A estrela J1328−1450 é uma anã branca : o núcleo denso que resta quando uma estrela de massa semelhante à do Sol esgota seu combustível e expulsa suas camadas externas. Em torno dela, astrônomos identificaram um disco de gás com uma configuração incomum. Em vez de um único anel, os dados apontam para dois anéis gasosos concêntricos, separados por uma lacuna. A descoberta foi feita com o instrumento X-shooter, instalado no Very Large Telescope (VLT),...

Saturno pode ter se formado perto da linha de gelo do CO₂

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Saturno pode ter incorporado parte dos elementos pesados de sua composição em uma região do disco que cercava o Sol jovem, próxima à chamada linha de gelo do dióxido de carbono . Essa é a hipótese investigada por um estudo baseado em modelos de evolução do Sistema Solar primitivo. Saturno e a lua Tétis em imagem feita pela sonda Cassini. Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute. O trabalho, disponibilizado como preprint no repositório arXiv em 23 de outubro de 2026, não determina diretamente onde Saturno se formou. Os autores testaram se a composição atual do planeta poderia ser explicada pela incorporação de material acumulado próximo às linhas de gelo do dióxido de carbono ou do monóxido de carbono no disco protoplanetário — a nuvem de gás e poeira que orbitava o Sol recém-formado. O que é uma linha de gelo? No disco primordial, a temperatura diminuía com o aumento da distância em relação ao Sol. Em regiões mais quentes, substâncias como a água e o dióxido...

Telescópio James Webb identifica três buracos negros ativos em uma galáxia do Universo jovem.

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Uma galáxia vista como era quando o Universo tinha cerca de 1,2 bilhão de anos apresenta sinais de três buracos negros supermassivos em atividade. Dois estão próximos do centro galáctico, separados por cerca de 620 anos-luz ; o terceiro fica a aproximadamente 5.500 anos-luz do centro. Identificados com observações do Telescópio Espacial James Webb , eles podem ajudar a esclarecer como buracos negros cresceram no Universo jovem. Mapa da galáxia J0148-4214 em hidrogênio ionizado. Os círculos indicam as posições dos três buracos negros e não estão em escala. Crédito: Hannah Übler. Uma galáxia vista no passado remoto O sistema, chamado J0148-4214, está a mais de 12,5 bilhões de anos-luz de distância , segundo a apresentação da equipe. Sua luz foi emitida quando o Universo tinha cerca de 1,2 bilhão de anos — uma fração de sua idade atual, estimada em aproximadamente 13,8 bilhões de anos. Observar objetos tão distantes significa olhar para o passado: a luz leva bilhões de a...

ENAST em Belém pode interessar à comunidade astronômica da Paraíba

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A comunidade astronômica da Paraíba terá a oportunidade de acompanhar de perto uma edição histórica do Encontro Nacional de Astronomia ( ENAST ). O evento será realizado de 31 de outubro a 2 de novembro , em Belém, no Pará — pela primeira vez na Região Norte em quase três décadas. Banner oficial do 26º ENAST. Imagem: divulgação/organização do evento Astronomia na Amazônia O 26º ENAST será realizado no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém, com o tema “A Astronomia na Amazônia: Integração, Diversidade e Inspiração Científica”. A programação reúne palestras, oficinas, minicursos e atividades sobre ensino, divulgação, observação e pesquisa astronômica. O encontro é voltado a diferentes públicos, incluindo astrônomos profissionais e amadores, professores, estudantes, pesquisadores e pessoas interessadas no tema. Também busca aproximar a ciência de iniciativas de educação e divulgação, além de incentivar a colaboração entre profissionais e amadores. U...

Lua passa perto das Plêiades no céu da Paraíba entre 27 e 28 de outubro

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Na noite de terça-feira, 27 de outubro , para a madrugada de quarta-feira (28), a Lua minguante passará aparentemente perto das Plêiades, um dos aglomerados de estrelas mais conhecidos do céu. O encontro poderá ser observado também na Paraíba, a olho nu, desde que o tempo esteja aberto. Representação da Lua próxima das Plêiades. A posição ilustrada é uma referência geral e não corresponde exatamente ao céu da Paraíba. Crédito: NASA/JPL-Caltech. Como encontrar o encontro no céu Procure a Lua na direção leste durante a noite. As Plêiades estarão próximas dela: o aglomerado aparece como um pequeno conjunto compacto de estrelas, na constelação de Touro. Em um local escuro e com boa visão do horizonte, algumas de suas estrelas podem ser percebidas sem instrumentos. Binóculos podem ajudar a distinguir melhor o desenho do aglomerado. Como a Lua estará quase cheia — a fase cheia ocorreu na madrugada do dia 26 —, seu brilho poderá ofuscar as estrelas mais fracas. Por isso, a aprox...

Nobel de Física 2026 premia Francis Halzen por abrir nova janela para o Universo

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O físico Francis Halzen recebeu o Prêmio Nobel de Física de 2026 por suas contribuições decisivas para a criação do Observatório de Neutrinos IceCube e para a descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica. Instalado sob o gelo do Polo Sul, o IceCube transformou uma vasta região da Antártida em um detector capaz de investigar alguns dos fenômenos mais extremos do Universo. Francis Halzen, pesquisador principal do IceCube e professor da Universidade de Wisconsin–Madison. Foto: Althea Dotzour/University of Wisconsin–Madison. Uma ideia que transformou o gelo em detector Halzen propôs, em 1988, usar o gelo transparente do Polo Sul para detectar neutrinos. Essas partículas subatômicas quase não interagem com a matéria: trilhões atravessam nossos corpos a cada segundo sem deixar sinais perceptíveis. Em raras ocasiões, porém, um neutrino colide com um átomo e produz partículas carregadas. Ao atravessarem o gelo, elas emitem um breve clarão que pode ser registrad...

ALMA detecta pela primeira vez metanol totalmente deuterado no espaço

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O radiotelescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array ( ALMA ) detectou, pela primeira vez no espaço interestelar, uma forma de metanol em que todos os átomos de hidrogênio foram substituídos por deutério, uma versão mais pesada do hidrogênio. A molécula foi identificada ao redor de IRAS 4A2, uma protoestrela — uma estrela ainda em formação — localizada na nuvem molecular de Perseu, a cerca de mil anos-luz da Terra. Imagem composta da nuvem molecular de Perseu e representação do metanol totalmente deuterado. A imagem não é uma fotografia da molécula. Crédito: Ekaterina Moerova/MPIfR; fundo: NASA, CXC, SSC, NOAO e DSS; representação molecular baseada em dados do PubChem. Uma versão pesada do metanol O metanol é um álcool simples, conhecido na Terra como álcool metílico. Sua fórmula habitual é CH 3 OH. Na forma identificada pelo estudo, chamada metanol totalmente deuterado e representada pela fórmula CD 3 OD, os átomos de hidrogênio foram substituídos por deutério,...

Astrônomos encontram indícios de possível lua gigante fora do Sistema Solar

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Astrônomos encontraram fortes indícios de um objeto com massa semelhante à de Júpiter orbitando uma anã marrom — um corpo maior que um planeta, mas que não tem massa suficiente para manter as reações que fazem uma estrela brilhar. Se a interpretação for confirmada, poderá ser o primeiro satélite natural identificado fora do Sistema Solar. Por enquanto, porém, os pesquisadores tratam o objeto como um candidato a exossatélite. Ilustração artística do sistema CD-35 2722. O objeto no centro, candidato a exossatélite, orbita uma anã marrom, que por sua vez orbita uma estrela. Crédito: ESO/M. Kornmesser. Um sistema diferente do nosso O sistema CD-35 2722 fica em torno de uma estrela com aproximadamente metade da massa do Sol. Ao redor dela orbita uma anã marrom com cerca de 37 vezes a massa de Júpiter. Embora seja muito mais massiva que um planeta gigante, a anã marrom não tem massa suficiente para sustentar por muito tempo a fusão de hidrogênio que alimenta estrelas como o Sol...

Primeira Olimpíada de Astronomia da Paraíba reuniu mais de 16 mil estudantes

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A primeira Olimpíada de Astronomia e Astronáutica da Paraíba (OAPB) reuniu 16.154 estudantes e registrou 271 inscrições de escolas nos níveis Fundamental e Médio. Organizada pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba (SECTIES), por meio do projeto Cidade da Astronomia, a competição buscou aproximar os jovens das ciências espaciais e incentivá-los a participar de olimpíadas científicas. A prova foi aplicada em 17 de abril de 2026 nas próprias escolas participantes. A edição foi gratuita e destinada a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do 1º ao 3º ano do Ensino Médio. Também puderam participar instituições convidadas de outros estados. Uma competição organizada pelas escolas A inscrição era feita pela escola, por meio de um professor representante, e não individualmente pelos alunos. Não havia limite de estudantes por instituição, mas a escola precisava se cadastrar e organizar a aplicação da prova. O modelo permitiu qu...

NASA acelera Artemis, mas pouso tripulado na Lua em 2028 ainda não é certo

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A equipe da Artemis III, missão que deverá testar em órbita terrestre operações com protótipos de módulos lunares. Crédito: NASA/Robert Markowitz. A NASA detalhou novos passos do programa Artemis para tentar levar astronautas de volta à superfície da Lua em 2028. O cronograma prevê que a missão Artemis III, planejada para 2027, teste em órbita da Terra os sistemas de acoplamento entre a nave Orion e protótipos de módulos lunares desenvolvidos pela SpaceX e pela Blue Origin. O pouso tripulado, por sua vez, está previsto para uma missão posterior. A agência trabalha com 2028 como meta, mas a data não está garantida. Em coletiva realizada em 23 de outubro, o administrador da NASA, Jared Isaacman, afirmou que a agência pretende cumprir o objetivo. A escolha do módulo que levará os astronautas à Lua dependerá, porém, do estágio de desenvolvimento e da segurança de cada sistema. Artemis III será um teste em órbita terrestre A NASA planeja lançar a Artemis III em 2027, com qu...

Projeto paraibano transforma a construção de telescópios em caminho de educação e ressocialização

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Na Cadeia Pública de Esperança, no interior da Paraíba , a construção de telescópios aproxima pessoas privadas de liberdade da astronomia e leva instrumentos de observação a escolas e atividades abertas ao público. A iniciativa se chama Esperança no Espaço e combina aprendizado, trabalho e divulgação científica. Registro no Space Week Nordeste/ Foto Reginaldo Araújo Idealizado pelo policial penal Lindemberg Gonçalves Lima , conhecido como Berg, o projeto é desenvolvido desde 2022 . Os telescópios são montados artesanalmente por participantes da unidade prisional, com materiais de baixo custo e reaproveitados. Depois de prontos, os equipamentos podem ser utilizados em atividades educativas e sessões de observação. Da oficina à observação do céu O projeto já levou telescópios a escolas públicas e participou de eventos em diferentes cidades paraibanas. Nessas ações, os equipamentos não ficam apenas em exposição: eles são usados para que estudantes e visitantes observe...

Observatório Swift encerra missão científica após quase 22 anos de atividade

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A NASA encerrou a missão científica do observatório Neil Gehrels Swift após quase 22 anos de atividade. A decisão foi tomada depois que a espaçonave desceu a menos de 275 quilômetros de altitude. Nessa região, o arrasto da atmosfera terrestre dificulta que seus telescópios se mantenham apontados com estabilidade para os alvos celestes. Representação artística do observatório Swift em órbita da Terra. Crédito: NASA’s Goddard Space Flight Center Conceptual Image Lab. A última observação científica do Swift ocorreu em 20 de outubro. O observatório ainda permanece em órbita, mas a NASA espera que ele reentre na atmosfera nas próximas semanas. A agência não informou uma data exata para isso. Um observatório feito para agir rapidamente Lançado em novembro de 2004, o Swift foi projetado para investigar explosões de raios gama, fenômenos extremamente energéticos que podem durar apenas alguns segundos. Sua função era detectar essas explosões, localizar sua po...