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Céu de Novembro 2026

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Novembro terá duas chuvas de meteoros para acompanhar — as Tauridas e as Leônidas — e uma boa oportunidade para tentar localizar Mercúrio antes do nascer do Sol. Os horários das fases lunares estão no horário de Brasília (UTC−3). Destaque do mês: as Leônidas devem atingir o pico na madrugada de 17 de novembro, com possibilidade de atividade também na madrugada seguinte. A chuva é conhecida por meteoros rápidos e, ocasionalmente, muito brilhantes. Composição de imagens das Leônidas registradas em 1997 por uma câmera a bordo do satélite MSX. Imagem ilustrativa; não representa a chuva de meteoros de 2026. Crédito: NASA. Fases da Lua 🌗 1º de novembro, às 17h28: Quarto Minguante. 🌑 9 de novembro, às 4h02: Lua Nova. 🌓 17 de novembro, às 8h47: Quarto Crescente. 🌕 24 de novembro, às 11h53: Lua Cheia. Principais eventos do mês 4 e 5 de novembro — Pico das Tauridas: essa chuva costuma apresentar poucos meteoros, mas pode surpreender com alguns bem br...

Paraíba: jovem de Teixeira constrói telescópios e leva astronomia a escolas e praças do Sertão

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Lucas Gabriel Ribeiro desenvolveu telescópios artesanais e criou o projeto Exploração no Espaço, em Teixeira, no Sertão paraibano. Foto: Arquivo pessoal/Lucas Gabriel, publicada pelo G1. Em Teixeira, no Sertão da Paraíba , a curiosidade pelo céu levou Lucas Gabriel Ribeiro a construir os próprios telescópios e a compartilhar a astronomia com outras pessoas. O estudante criou o projeto Exploração no Espaço , que reúne observações, registros astronômicos e atividades em escolas e espaços públicos da região. A história ganhou destaque em reportagens publicadas pelo G1 e pelo Jornal da Paraíba em maio de 2026. Na época, Lucas tinha 17 anos. Segundo os relatos publicados, o projeto havia começado em dezembro de 2024, depois de o interesse do jovem pelo céu crescer a partir de fotografias da Lua feitas com o celular e de uma atividade de observação realizada em Teixeira. O primeiro telescópio nasceu de materiais simples O primeiro instrumento construído por Lucas estava long...

Estudo detectou mudanças inesperadas na temperatura da estratosfera de Netuno

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Netuno fotografado pela Voyager 2. A imagem é uma fotografia do planeta, não um mapa de temperatura do estudo. Crédito: NASA/JPL. Um estudo publicado em junho de 2026 detalhou como a temperatura varia entre diferentes regiões e camadas da atmosfera de Netuno . Com observações do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), no Chile, os pesquisadores identificaram contrastes entre o equador, as latitudes médias e o polo sul, incluindo uma região especialmente fria em camadas mais profundas da atmosfera. O resultado amplia o retrato da estrutura térmica do planeta, mas não demonstra que Netuno esteja esfriando neste momento. Os dados analisados pelo estudo foram obtidos em 2016: a novidade é a análise espacial mais detalhada, não uma medição recente da evolução da temperatura ao longo dos anos. Um mapa de temperaturas em diferentes latitudes A equipe analisou observações de uma emissão de monóxido de carbono, uma molécula presente na atmosfera netuniana. O sinal fo...

NASA testa resistência ao calor de sonda que estudará a atmosfera de Vênus

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Um modelo da sonda que a NASA pretende enviar à atmosfera de Vênus passou por um teste para verificar se sua estrutura é capaz de suportar o calor extremo do planeta. Durante os ensaios, o equipamento foi aquecido até 465 °C , temperatura semelhante à encontrada perto da superfície venusiana. O teste faz parte da preparação da missão DAVINCI , que estudará a atmosfera e a superfície de Vênus para ajudar os cientistas a entender como o planeta se formou e evoluiu — e se já teve condições favoráveis à presença de água líquida. Modelo de engenharia da sonda DAVINCI antes da avaliação térmica. Crédito: NASA/Mike Guinto. Um teste para enfrentar o calor de Vênus Os ensaios foram realizados entre o fim de agosto e o início de setembro de 2026, em uma instalação no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos. A equipe colocou o modelo da sonda em uma câmara aquecida e elevou a temperatura ao longo de aproximadamente uma hora, simulando o ritmo de aquecimento esperado durante a des...

Paraibanos podem enviar seus nomes a Titã com a missão Dragonfly; saiba como no Space News PB

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A NASA abriu uma campanha para levar nomes de pessoas de todo o mundo até Titã , a maior lua de Saturno . Os nomes serão gravados em um microchip que viajará a bordo da Dragonfly , missão robótica que pretende explorar esse mundo com um veículo voador. O Space News PB já está embarcando nessa iniciativa e também vai enviar seu nome para viajar com a missão.  Os interessados da Paraíba também podem participar da campanha internacional: basta preencher o cadastro oficial da NASA, disponível no link ao longo desta matéria. Já estamos pronto pra essa jornada Uma sonda que vai voar em outro mundo A Dragonfly será a primeira missão científica a explorar outro mundo com um veículo voador do tipo rotorcraft, semelhante a um grande drone com várias hélices. Em vez de permanecer em um único local ou se deslocar apenas sobre rodas, a sonda poderá decolar, voar e pousar em diferentes pontos da superfície de Titã. Esse modo de exploração é possível porque Titã tem uma atmosfera den...

Asteroide 2026 UK passou a 2,9 milhões de quilômetros da Terra

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Ilustração da trajetória do asteroide 2020 QG durante sua passagem próxima da Terra. A imagem é usada como referência visual e não mostra o asteroide 2026 UK. Crédito: NASA/JPL-Caltech. Um pequeno asteroide identificado como 2026 UK passou pela Terra em 19 de outubro , a cerca de 2,9 milhões de quilômetros . A distância equivale a aproximadamente 7,6 vezes a separação média entre a Terra e a Lua. A passagem foi segura: o objeto não está classificado pela NASA como asteroide potencialmente perigoso. O caso chama atenção pelo intervalo curto entre as primeiras observações registradas e a aproximação. O Minor Planet Center (MPC), órgão da União Astronômica Internacional responsável por reunir observações e divulgar órbitas de pequenos corpos, publicou a circular inicial do objeto em 18 de outubro — menos de oito horas antes de sua maior aproximação prevista. Uma passagem próxima em escala astronômica Dados do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra da NASA, o CNEOS...

Colisões gigantes podem ajudar sub-Netunos a conservar suas atmosferas

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Grandes colisões durante a formação de planetas costumam ser associadas à perda de suas atmosferas. Um estudo publicado em 26 de outubro na revista científica Nature Astronomy , porém, propõe um quadro mais complexo: embora os impactos aqueçam o planeta e possam expulsar parte dos gases, também aumentam sua massa e a força da gravidade. Em muitos casos, esse efeito pode favorecer a retenção da atmosfera. A pesquisa ajuda a investigar uma diferença observada entre dois grupos comuns de exoplanetas. As super-Terras são mundos maiores e mais massivos que a Terra, geralmente com pouca ou nenhuma atmosfera espessa de hidrogênio. Já os sub-Netunos têm dimensões maiores que a Terra e podem conservar camadas gasosas significativas. Não há planetas exatamente iguais a esses dois tipos no Sistema Solar. O trabalho foi feito por Darius Modirrousta-Galian e Jun Korenaga. Em vez de observar diretamente uma colisão acontecendo em outro sistema, os pesquisadores desenvolveram modelos para estud...

Envelhecimento dos orbitadores de Marte aumenta a importância de uma nova rede de comunicação

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A exploração de Marte depende de uma pequena frota de espaçonaves em órbita que estuda o planeta e retransmite dados dos veículos na superfície. Mas parte dessa infraestrutura está em operação há décadas, e a perda da sonda MAVEN , da NASA, em 2025 expôs a importância de manter e ampliar a rede de comunicação marciana. Para reforçar essa estrutura, a NASA escolheu a Blue Origin para desenvolver um novo orbitador dedicado a telecomunicações. O projeto pretende ampliar a capacidade de comunicação e navegação para missões atuais e futuras — uma necessidade crescente à medida que mais espaçonaves trabalham ao redor e na superfície do planeta. Concepção artística de um orbitador atuando como retransmissor de comunicações para missões em Marte. Crédito: NASA/JPL-Caltech. Uma rede essencial para as missões em Marte Rovers como o Curiosity e o Perseverance coletam imagens e medições científicas na superfície, mas não enviam a maior parte desses dados diretamente à Terra. Eles...

Novo método ajuda a identificar regiões ativas no lado oculto do Sol

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Cientistas desenvolveram um método para melhorar a identificação de regiões ativas no lado do Sol que não está visível da Terra. A técnica analisa sinais de ondas que atravessam o interior solar e ajuda a separar possíveis regiões reais de sinais enganosos. O estudo, liderado por pesquisadores do Southwest Research Institute, nos Estados Unidos, pode contribuir para mapas mais completos do campo magnético solar. Esses mapas são importantes para compreender a atividade do Sol e, no futuro, aprimorar modelos de previsão do clima espacial. Imagem do Sol obtida pelo Observatório de Dinâmica Solar, da NASA. Ela ilustra a atividade solar e não mostra diretamente o lado oculto do Sol. Crédito: NASA/GSFC/Observatório de Dinâmica Solar. Por que observar o lado oculto? Em qualquer momento, vemos da Terra apenas parte da superfície solar. Como o Sol gira em torno de seu eixo, regiões que estavam fora de vista podem aparecer dias depois. Durante esse intervalo, áreas de intensa ativ...

Estudos investigam a origem da névoa e a formação de terrenos em Vênus

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Uma camada de névoa abaixo das nuvens de Vênus pode ter origem em partículas de poeira vindas do espaço. Já algumas regiões elevadas e deformadas da superfície talvez sejam mais jovens do que se pensava. Essas são as hipóteses apresentadas por dois estudos independentes que investigam aspectos diferentes do planeta. As pesquisas usam modelos e dados obtidos por missões anteriores para propor explicações que poderão ser testadas por futuras observações. Embora tratem de assuntos distintos, ambas mostram quanto ainda há para descobrir sobre Vênus. Alpha Regio, região de Vênus com terrenos deformados, em imagem de radar da missão Magellan. As cores são artificiais. Crédito: NASA/JPL. Uma possível origem para a névoa Entre a superfície de Vênus e sua principal camada de nuvens existe uma região com partículas muito pequenas, conhecida como névoa inferior. Sua origem é investigada desde que sondas detectaram essa camada na atmosfera venusiana. Em um estudo publicado em abr...

Lumina recria em supercomputador os primeiros 2 bilhões de anos do Universo

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Como surgiram as primeiras estrelas e galáxias? E como o Universo deixou de ser opaco à luz e se tornou parecido com o cosmos que observamos hoje? Uma nova simulação chamada Lumina acompanha essas transformações durante os primeiros 2 bilhões de anos da história cósmica, combinando uma grande região do espaço com detalhes suficientes para acompanhar a formação de galáxias individuais. Montagem de imagens da simulação Lumina. Da esquerda para a direita: movimentos de partículas e matéria escura no início da simulação; estruturas de gás durante a reionização do hélio; regiões ionizadas por buracos negros supermassivos; e bolhas em que a radiação de galáxias ionizou o hidrogênio. Crédito: Lumina collaboration/MIT. Uma simulação de grande escala e alta resolução Lumina é uma simulação cosmológica: um modelo computacional que usa leis físicas e cálculos numéricos para acompanhar como a matéria e a radiação evoluem no Universo. Ela combina hidrodinâmica — o estudo do movimento ...

Imagem mostra espaçonave reutilizável chinesa em órbita

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A espaçonave chinesa aparece junto de outro objeto em órbita. Imagem: Vantor/WorldView-3, divulgada em relatório da DIA. Uma imagem feita por um satélite comercial mostra uma espaçonave reutilizável chinesa em órbita, aparentemente junto de outro objeto espacial. A fotografia foi registrada em 2024 pelo WorldView-3, da empresa Maxar — atualmente chamada Vantor — e divulgada em 26 de outubro de 2026 em um relatório da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos (DIA). O registro oferece uma visão rara de um veículo que a China mantém sob sigilo. Ainda assim, a imagem não revela qual era a atividade da espaçonave nem confirma a função do objeto que aparece próximo a ela. O que aparece na imagem A fotografia mostra um veículo com asas e portas do compartimento de carga aparentemente abertas. Junto dele há outro objeto com painéis solares estendidos. A imagem foi descrita como mostrando os veículos acoplados, mas as informações públicas não identificam o objeto nem ...