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NOAA emite alerta para tempestade geomagnética fraca neste fim de semana

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Um fluxo rápido de partículas liberadas pelo Sol pode provocar períodos de tempestade geomagnética fraca na Terra neste fim de semana. O alerta foi emitido pelo Centro de Previsão do Clima Espacial dos Estados Unidos, ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, a NOAA. O aviso, publicado em 5 de novembro, abrangia o período de 6 a 8 de novembro de 2026 e indicava a possibilidade de condições de nível G1 , a categoria mais baixa da escala usada pela agência para classificar tempestades geomagnéticas. A previsão está relacionada a um fluxo de vento solar que parte de uma região conhecida como buraco coronal . Embora o nome possa sugerir uma abertura na superfície do Sol, trata-se de uma área de sua atmosfera onde o material solar consegue escapar com mais facilidade para o espaço. Imagem ilustrativa de um buraco coronal registrada em 2015. Crédito: NASA/SDO. O que está causando o alerta? O Sol libera continuamente o chamado ven...

NASA planeja lançar rover nuclear ao polo sul da Lua para procurar gelo

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A NASA anunciou que vai avançar com o desenvolvimento do PROMISE , um rover de seis rodas projetado para explorar a superfície e o subsolo do polo sul da Lua. A missão deve investigar a presença de gelo e outros materiais, medir as condições do terreno e testar tecnologias que poderão ajudar a planejar futuras operações robóticas e humanas na região. O nome PROMISE vem de Polar Rover for Observation, Mapping, and In-Situ Exploration , algo como “veículo polar para observação, mapeamento e exploração local”. O rover será construído pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JPL), com componentes e modelos de engenharia desenvolvidos para os veículos marcianos Curiosity e Perseverance. A agência mira lançamento no fim de 2028 e planeja uma missão primária de 18 meses. Tanto a data quanto a duração ainda são planos. Concepção artística de um rover lunar que representa o PROMISE. A imagem não mostra o veículo já construído nem uma fotografia da superfície da Lua. C...

Paraíba entra na era quântica: João Pessoa terá dois computadores quânticos inéditos na América Latina

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Dois computadores quânticos, com capacidades anunciadas de 20 e 100 qubits , estão sendo levados para João Pessoa para integrar o Centro Internacional de Computação e Tecnologias Quânticas (CIQuanta). A iniciativa pretende criar no Brasil uma estrutura para pesquisa, formação de profissionais e desenvolvimento de aplicações nessa área. Mas a chegada dos equipamentos é apenas o começo: instalação, testes e estabilização ainda serão necessários antes que as máquinas possam ser usadas regularmente. Centro Internacional de Computação Quântica da Paraíba (CIQUANTA-PB) – Foto: Divulgação A Paraíba está prestes a receber uma das iniciativas de computação quântica mais ambiciosas já anunciadas no país. Os equipamentos foram fabricados na China e serão instalados no prédio da Estação das Artes , em João Pessoa, onde está sendo estruturado o CIQuanta. A proposta é que o centro seja utilizado por pesquisadores e instituições interessadas em estudar e testar essa tecnologia. Segundo repo...

El Niño muito forte pode reduzir as chuvas em partes do Nordeste; Paraíba entra no radar

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O El Niño que se desenvolve no Oceano Pacífico Equatorial deve permanecer forte a muito forte até o início de 2027, segundo projeções reunidas por órgãos oficiais brasileiros. Para o trimestre entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, a previsão climática indica maior probabilidade de chuvas abaixo da faixa normal em partes do Nordeste e temperaturas acima da média em quase todo o país. O cenário merece atenção na Paraíba, mas não significa que a seca esteja garantida em todos os municípios — nem permite afirmar, neste momento, quanto vai chover em João Pessoa. O panorama está no Painel El Niño 2026–2027, boletim de outubro , elaborado em conjunto por instituições como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME). As águas ma...

Missões Apollo e Artemis: o que mudou nas viagens humanas à Lua

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Ilustração conceitual das operações planejadas para a Artemis III. Crédito: NASA. Mais de meio século separa as primeiras caminhadas humanas na Lua das novas missões que pretendem levar astronautas de volta. O programa Apollo , da NASA, realizou seis pousos lunares entre 1969 e 1972 . Já o programa Artemis está sendo desenvolvido para retomar voos tripulados ao entorno lunar e, depois, estabelecer uma presença humana mais duradoura na região. Os dois programas compartilham o objetivo de levar pessoas à Lua e trazê-las de volta em segurança, mas nasceram em contextos diferentes e usam arquiteturas distintas. Apollo foi uma campanha concentrada em alcançar a Lua durante a disputa da Guerra Fria. Artemis é uma sequência de missões internacionais e comerciais, planejada para testar tecnologias, ampliar a exploração científica e preparar operações mais prolongadas. Apollo: chegar primeiro e explorar a superfície O Projeto Apollo foi desenvolvido pelos Estad...

Terra tem uma minilua temporária: asteroide deve se afastar nos próximos meses

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Ilustração artística de uma minilua. A imagem não representa uma fotografia do asteroide 2026 QQ8. Crédito: CharlVera/Pixabay, via EarthSky. Um pequeno asteroide chamado 2026 QQ8 está temporariamente ligado à gravidade da Terra . O objeto foi classificado como um corpo temporariamente capturado em um comunicado do Centro de Planetas Menores (MPC), órgão da União Astronômica Internacional responsável por reunir e divulgar observações de asteroides e cometas. Essa captura não transforma o 2026 QQ8 em uma segunda Lua permanente. A órbita do objeto é temporária: os cálculos indicam que ele deve deixar a vizinhança gravitacional da Terra até o fim de 2026 ou no início de 2027 e continuar sua trajetória ao redor do Sol. Descoberto meses depois de se aproximar O astrônomo húngaro Krisztián Sárneczky observou o 2026 QQ8 em 20 de agosto de 2026. Naquele momento, o objeto já estava próximo da Terra havia alguns meses: análises de sua trajetória indicam que a capt...

Sonda Hera registra lado pouco visto de Didymos após impacto da missão DART

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Imagem obtida pela sonda Hera a cerca de 60 quilômetros do sistema de asteroides Didymos. Dimorphos aparece parcialmente encoberto pela sombra do asteroide maior. Crédito: ESA. Uma nova imagem da sonda europeia Hera mostra uma região de Didymos que não havia sido vista de perto pela missão DART, da NASA. O registro, divulgado pela Agência Espacial Europeia (ESA) em 5 de novembro de 2026, revela detalhes da superfície do asteroide maior do sistema, incluindo blocos, crateras e estruturas que parecem sulcos ou cristas. A imagem foi captada pela câmera Asteroid Framing Camera quando a Hera estava a cerca de 60 quilômetros de Didymos. O asteroide, com aproximadamente 780 metros de diâmetro, aparece quase todo no enquadramento. Já Dimorphos — o corpo menor, de cerca de 151 metros, que orbita Didymos — fica parcialmente oculto pela sombra. Uma face diferente da vista pela DART A missão DART colidiu intencionalmente com Dimorphos em setembro de 2022 para testa...

Modelos indicam que o gás do cometa 3I/ATLAS se expande mais devagar que o usual

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O Hubble registrou o 3I/ATLAS em 21 de julho de 2025, quando o cometa estava a cerca de 3,8 unidades astronômicas do Sol. Crédito: NASA, ESA, David Jewitt (UCLA); processamento da imagem: Joseph DePasquale (STScI). O cometa interestelar 3I/ATLAS pode estar expelindo gás a uma velocidade muito menor que a observada em cometas do Sistema Solar . Um estudo publicado no The Planetary Science Journal concluiu que os dados obtidos em dezembro de 2025 são mais bem explicados por um fluxo gasoso com velocidade de aproximadamente 0,3 quilômetro por segundo — cerca de 1.080 quilômetros por hora. Esse valor corresponde a aproximadamente metade da velocidade normalmente adotada para cometas do Sistema Solar observados à mesma distância do Sol. O resultado, porém, não significa que o próprio 3I/ATLAS esteja viajando mais devagar pelo espaço: os pesquisadores analisaram o movimento do gás que escapa do cometa e forma parte de sua coma, a nuvem de gás e poeira ao redor do n...

Campo magnético ajuda a investigar o interior de Ganimedes

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Ganimedes, a maior lua de Júpiter e também a maior do Sistema Solar, tem uma característica única entre as luas conhecidas: gera seu próprio campo magnético. Medições desse campo podem ajudar os cientistas a investigar o que existe no interior do satélite, muito abaixo de sua superfície gelada. Um estudo aceito para publicação na revista Icarus usa modelos da evolução térmica e química de Ganimedes para avaliar quais estruturas internas poderiam produzir um campo magnético como o observado. Os resultados favorecem algumas combinações de tamanho do núcleo, composição e densidade das camadas externas. Mas são conclusões de modelos — não uma observação direta do interior da lua. Animação esquemática das camadas internas de Ganimedes; não é uma imagem obtida por uma sonda. Crédito: ESA/ATG Medialab. Licença: ESA Standard Licence. Uma lua com campo magnético próprio Campos magnéticos são comuns em planetas, mas Ganimedes é um caso singular entre...

O que a humanidade enviou às estrelas? A história do Disco de Ouro das Voyager

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Presas às sondas Voyager 1 e Voyager 2, duas pequenas gravações douradas seguem pelo espaço interestelar levando sons, imagens e saudações da Terra. Conhecido como Disco de Ouro, esse registro foi pensado como uma espécie de cápsula do tempo: uma apresentação da humanidade e do planeta para quem, em um futuro distante, talvez encontre uma das espaçonaves. A superfície do Disco de Ouro traz diagramas com instruções para reproduzir a gravação e localizar a origem das Voyager. Crédito: NASA/JPL-Caltech. Uma mensagem a bordo das Voyager As duas sondas foram lançadas em 1977 para explorar os planetas gigantes do Sistema Solar. A missão levou as espaçonaves muito além de seu plano inicial: hoje, ambas viajam pelo espaço interestelar, a região além da heliosfera — a grande bolha formada pela influência do vento solar e do campo magnético do Sol. Além dos instrumentos científicos, cada Voyager carrega um disco fonográfico de cobre revestido de ouro, com cerca d...

Roman não deve encontrar planetas como os de TRAPPIST-1 usando microlente gravitacional.

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O sistema TRAPPIST-1 reúne sete planetas rochosos em órbitas muito próximas de uma estrela pequena e fria, a cerca de 40 anos-luz da Terra. Essa configuração compacta pode ser difícil de detectar por microlente gravitacional , uma técnica que deverá ser usada pelo futuro telescópio espacial Nancy Grace Roman . Um estudo recente calcula que, mesmo somados, os sinais dos sete planetas seriam fracos demais para serem identificados por esse método em um cenário típico de observação do Roman. Concepção artística da vista a partir de TRAPPIST-1e. A imagem não é uma fotografia do sistema. Crédito: NASA/JPL-Caltech. Como a microlente gravitacional revela planetas A microlente ocorre quando uma estrela passa quase exatamente diante de outra, mais distante, do ponto de vista da Terra. A gravidade da estrela em primeiro plano curva e amplia temporariamente a luz da estrela de fundo. Se houver planetas orbitando o astro que atua como lente, eles podem provocar pequenas...