NOAA emite alerta para tempestade geomagnética fraca neste fim de semana

Um fluxo rápido de partículas liberadas pelo Sol pode provocar períodos de tempestade geomagnética fraca na Terra neste fim de semana. O alerta foi emitido pelo Centro de Previsão do Clima Espacial dos Estados Unidos, ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, a NOAA.

O aviso, publicado em 5 de novembro, abrangia o período de 6 a 8 de novembro de 2026 e indicava a possibilidade de condições de nível G1, a categoria mais baixa da escala usada pela agência para classificar tempestades geomagnéticas.

A previsão está relacionada a um fluxo de vento solar que parte de uma região conhecida como buraco coronal. Embora o nome possa sugerir uma abertura na superfície do Sol, trata-se de uma área de sua atmosfera onde o material solar consegue escapar com mais facilidade para o espaço.

Imagem do Sol em ultravioleta mostrando um buraco coronal como uma região escura
Imagem ilustrativa de um buraco coronal registrada em 2015. Crédito: NASA/SDO.

O que está causando o alerta?

O Sol libera continuamente o chamado vento solar, um fluxo de partículas eletricamente carregadas que se espalha pelo Sistema Solar. Em algumas regiões da atmosfera solar, esse material pode escapar em velocidades maiores.

Essas regiões são os buracos coronais. Em imagens feitas em determinadas faixas de luz ultravioleta, eles aparecem mais escuros porque seu material é relativamente menos denso e mais frio que o das áreas ao redor. Suas linhas de campo magnético se estendem para o espaço, permitindo a saída mais fácil do vento solar.

Quando um fluxo rápido encontra o vento solar mais lento à sua frente, pode formar uma região de compressão. Se essa perturbação alcançar a Terra e interagir de maneira favorável com o campo magnético do planeta, ela pode desencadear uma tempestade geomagnética.

Segundo a NOAA, fluxos de alta velocidade associados a buracos coronais podem produzir períodos de atividade geomagnética de intensidade fraca a moderada, embora o resultado dependa das características do vento solar quando ele chega à região da Terra.

O que significa uma tempestade G1?

Uma tempestade geomagnética é uma perturbação temporária na magnetosfera, a região dominada pelo campo magnético terrestre. Ela ocorre quando há uma transferência mais intensa de energia do vento solar para o ambiente espacial do planeta.

A escala da NOAA vai de G1, para tempestades fracas, a G5, para as extremas. O nível G1 corresponde a um índice planetário de atividade geomagnética, chamado Kp, de aproximadamente 5 em um intervalo de três horas.

De acordo com a descrição da escala da NOAA, tempestades G1 podem causar pequenas flutuações em redes elétricas e efeitos menores em algumas operações de satélites. A classificação não significa que esses impactos ocorrerão necessariamente em todos os lugares.

Trata-se de um fenômeno relativamente comum no ciclo de atividade solar e bem diferente das tempestades extremas que podem provocar perturbações mais amplas em sistemas tecnológicos.

Pode haver auroras?

Uma das manifestações mais conhecidas da atividade geomagnética é a aurora, produzida quando partículas energéticas interagem com gases da alta atmosfera terrestre. A energia liberada nessas interações aparece no céu como faixas ou cortinas luminosas.

Em condições de nível G1, as auroras costumam ser observadas em regiões de altas latitudes, próximas aos polos. Sua visibilidade depende da intensidade da atividade geomagnética, da localização do observador, da escuridão e das condições do céu.

O alerta de tempestade fraca não indica que auroras serão visíveis na Paraíba ou em outras regiões próximas ao equador. Para que esses fenômenos apareçam em latitudes muito mais baixas, seriam necessárias condições consideravelmente mais intensas e favoráveis.

Em outubro, o Space News PB também publicou uma matéria sobre uma perturbação geomagnética que produziu auroras na Suécia. Aquele foi um episódio diferente do alerta atual.

Previsão pode mudar

O aviso divulgado pela NOAA representa uma previsão: ele não confirma, por si só, que uma tempestade atingiu a Terra ou que as condições G1 ocorrerão durante todo o período indicado. A intensidade real pode ser menor ou maior do que a esperada, conforme as condições do vento solar evoluem.

O centro de previsão acompanha continuamente a atividade solar e atualiza seus boletins. A situação mais recente pode ser consultada na previsão de três dias da NOAA.

Fontes

NOAA — Alerta G1 para 6 a 8 de novembro de 2026
NOAA — Previsão de clima espacial para três dias
NOAA — Buracos coronais
NOAA — Escalas de clima espacial
NASA — Imagem ilustrativa de um buraco coronal