Erupção solar que chegou à Terra provocou auroras e perturbações magnéticas

Uma erupção no Sol chegou à Terra em 10 de outubro e causou fortes perturbações no campo magnético do planeta. Quatro dias depois, a NASA destacou uma imagem que registra uma aurora associada ao evento, sob Marte e o aglomerado estelar do Presépio, no céu da Suécia.

Marte e o aglomerado do Presépio aparecem sob uma aurora boreal na Suécia
Marte e o aglomerado do Presépio aparecem sob uma cortina de aurora perto de Lansjärv, na Suécia. Crédito: Petr Horálek (Institute of Physics in Opava), Josef Kujal e Vojan Höfer.

A imagem foi registrada perto de Lansjärv, no norte da Suécia, e publicada pela NASA em 14 de outubro. Segundo a explicação da agência, partículas energéticas associadas à erupção solar atingiram a atmosfera terrestre e transferiram energia às moléculas do ar. Ao liberarem essa energia, elas produziram as cores da aurora.

A atividade do Sol e as auroras

Erupções solares podem lançar energia e partículas ao espaço. Quando esse material alcança a vizinhança da Terra, pode interagir com o campo magnético do planeta e contribuir para perturbações magnéticas. Parte das partículas energéticas também pode atingir a alta atmosfera, onde as interações com os gases produzem o brilho das auroras.

A NASA descreveu as perturbações provocadas pelo evento de outubro como fortes, mas a página da imagem não informa uma classificação específica para a tempestade geomagnética. Por isso, o episódio é apresentado aqui como uma perturbação magnética associada à erupção, sem atribuir uma categoria que a fonte não confirma.

Marte e o aglomerado do Presépio no mesmo enquadramento

Além da aurora, a fotografia reúne dois objetos celestes que pareciam próximos no céu: Marte e o aglomerado do Presépio, também conhecido como M44. Essa proximidade é apenas aparente, resultado da perspectiva de observação da Terra; os objetos não estão juntos no espaço.

O Presépio é um aglomerado de estrelas jovens. O estudo de suas taxas de rotação ajuda os astrônomos a compreender como estrelas semelhantes ao Sol giram mais lentamente ao longo do tempo, à medida que perdem massa por meio de ventos estelares.

A imagem foi registrada na Suécia e não indica que a aurora tenha sido visível na Paraíba. A observação de auroras depende das condições do evento e da localização: esta fotografia documenta o fenômeno em uma região de altas latitudes do Hemisfério Norte.

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