NASA prevê reentrada do observatório Swift na atmosfera nesta quarta-feira

O observatório espacial Neil Gehrels Swift, da NASA, tem previsão de reentrar na atmosfera terrestre nesta quarta-feira, 4 de novembro. A estimativa mais recente da agência, baseada em previsões da Força Espacial dos Estados Unidos, aponta para aproximadamente 5h30 da manhã, no horário de Brasília. Ainda há, porém, uma margem de incerteza de cerca de 11 horas.

Representação artística do observatório Swift em órbita da Terra

Representação artística do observatório Swift em órbita. Imagem: NASA.

Previsão ainda pode mudar

O horário divulgado pela NASA é uma estimativa, não uma previsão exata do momento e do local da reentrada. A incerteza de aproximadamente 11 horas significa que a descida pode ocorrer antes ou depois do horário central indicado. A agência e a Força Espacial dos Estados Unidos continuam monitorando a órbita e podem atualizar os cálculos conforme o observatório se aproxima da atmosfera.

Como o Swift já não consegue controlar sua orientação e trajetória, não é possível direcioná-lo para uma região específica. A localização de eventuais fragmentos que resistirem à passagem pela atmosfera dependerá do momento em que a reentrada ocorrer.

Segundo a NASA, a inclinação orbital do observatório limita a faixa de latitude em que esses fragmentos poderiam cair: entre 20,6 graus ao sul e 20,6 graus ao norte. Essa faixa atravessa regiões tropicais do planeta, mas não permite determinar com antecedência um ponto exato de impacto.

A maior parte deve queimar na atmosfera

Durante a reentrada, o atrito com a atmosfera aquece e fragmenta a nave. A NASA espera que a maior parte do Swift se desintegre, embora alguns componentes possam sobreviver e alcançar a superfície. A agência considera improvável que alguém seja ferido e estima esse risco em aproximadamente 1 para 2.100.

Esse número representa uma estimativa de risco de dano a pessoas; não significa que haverá necessariamente impacto em uma área habitada. A trajetória final e a localização de qualquer fragmento sobrevivente ainda dependem do momento da reentrada.

Fim de uma missão de quase 22 anos

Lançado em 2004, o Swift foi projetado para estudar explosões de raios gama — clarões de alta energia associados a alguns dos eventos mais extremos do Universo. O observatório também acompanhou supernovas, buracos negros, galáxias ativas, cometas e outros objetos celestes. Sua missão científica foi encerrada depois que a redução da altitude e o aumento do arrasto atmosférico impediram que apontasse seus instrumentos com a estabilidade necessária.

A NASA tentou prolongar a vida da missão com uma operação comercial para elevar a órbita do observatório, mas a tentativa foi encerrada sem que a nave de resgate capturasse ou impulsionasse o Swift. A reentrada marca o fim das operações do telescópio, embora os dados acumulados durante mais de duas décadas continuem disponíveis para pesquisas.

O Space News PB já explicou a trajetória da missão e a tentativa de resgate em uma matéria anterior. Leia a reportagem sobre o encerramento da missão do Swift.

Fontes