Um grande levantamento do céu
O grupo reúne cerca de 130 pesquisadores de 62 instituições. O objetivo é observar uma região extensa do céu em grande profundidade, permitindo estudar milhares de galáxias distantes e acompanhar diferentes etapas da evolução cósmica.
O Roman fará esse trabalho com seu instrumento principal, a Wide Field Instrument, uma câmera infravermelha de 300 megapixels. Seu campo de visão é tão amplo que uma única imagem pode cobrir uma área que exigiria centenas de observações separadas de telescópios como o James Webb ou o Hubble.
Com esse alcance, a equipe pretende investigar como as primeiras galáxias formaram estrelas e se organizaram, procurar supernovas distantes e estudar como buracos negros gigantes cresceram no Universo jovem. O levantamento também poderá encontrar mais dos chamados “pequenos pontos vermelhos”, objetos observados pelo James Webb cuja natureza ainda está sendo investigada.
Uma nova etapa científica
O projeto não é um novo teste do telescópio: é um programa de observação científica que usará o amplo campo de visão do Roman para analisar uma região muito maior do cosmos. O Space News Pb já publicou sobre a ativação da câmera principal do observatório; agora, a novidade é a seleção de uma campanha extensa para estudar o Universo distante.
Levantamentos desse tipo podem responder a perguntas planejadas pelos cientistas, mas também revelar fenômenos inesperados. Ao combinar profundidade e uma área de observação muito ampla, o RXDF deverá oferecer uma amostra maior do Universo antigo para comparação e estudo.
Fonte:
Universidade do Missouri — projeto Roman eXtreme Deep Field
Space News Pb — ativação da câmera principal do telescópio Roman