Telescópio Roman ativa sua principal câmera e se prepara para investigar os mistérios do Universo !!!


O telescópio espacial Nancy Grace Roman, da NASA, iniciou uma nova etapa de sua missão científica. A agência espacial ativou o principal instrumento do observatório, a Wide Field Instrument (WFI), uma câmera infravermelha projetada para estudar exoplanetas, estrelas, galáxias e os grandes mistérios da matéria e da energia escuras.


Com 300 megapixels, a WFI será capaz de registrar, em uma única imagem, uma área do céu maior que o tamanho aparente da Lua cheia. Mesmo cobrindo uma região tão extensa, o instrumento deverá manter uma nitidez comparável à de telescópios espaciais como o Hubble.

Antes da ativação, a câmera passou por procedimentos de secagem e descontaminação. Seus detectores foram resfriados gradualmente, saindo de aproximadamente -65 °C até atingir a temperatura de operação, próxima de -183 °C. O instrumento possui 18 detectores infravermelhos, cuja área sensível combinada é semelhante ao tamanho da tela de um notebook.
Após ser ligada, a WFI começou a enviar os primeiros dados de teste para a equipe da missão. Os engenheiros também verificaram o funcionamento da roda de filtros, prismas e outros componentes ópticos responsáveis por selecionar diferentes comprimentos de onda da luz. O sistema de foco também foi testado.

Primeiras imagens ainda estão desfocadas

Durante os testes iniciais, a câmera registrou seus primeiros fótons de luz estelar. A imagem mostra várias estrelas desfocadas, pois os detectores ainda não estavam na posição ideal para as observações.

Apesar de não possuir qualidade científica definitiva, o registro confirmou que a luz das estrelas já está chegando ao principal instrumento do telescópio. O foco será ajustado durante as próximas etapas de calibração.
Instrumento poderá estudar planetas distantes.
Além da WFI, a NASA também iniciou os testes do Coronagraph Instrument, equipamento desenvolvido para ajudar na observação direta de exoplanetas.

O coronógrafo utiliza máscaras, espelhos deformáveis e sensores para bloquear parte do intenso brilho das estrelas. Dessa forma, os cientistas poderão tentar identificar a luz muito mais fraca refletida por planetas que orbitam essas estrelas.
O instrumento também poderá investigar discos de poeira ao redor de estrelas próximas e demonstrar tecnologias que, no futuro, poderão contribuir para a busca por mundos semelhantes à Terra.

Uma nova visão do Universo

O telescópio Roman ainda passará por meses de calibrações e verificações antes do início de suas operações científicas. O observatório seguirá em direção ao segundo ponto de Lagrange do sistema Sol-Terra, conhecido como L2.
Diferentemente do James Webb, que foi projetado principalmente para observações detalhadas de alvos individuais, o Roman terá uma visão muito mais ampla do céu. Sua capacidade de fazer grandes levantamentos poderá ajudar os astrônomos a estudar a evolução das galáxias, mapear a matéria escura e investigar a expansão acelerada do Universo.
A missão também deverá ampliar a busca por exoplanetas, revelando uma grande quantidade de novos mundos fora do Sistema Solar.


Fonte: NASA Science — NASA Activates Roman’s Primary Instrument