O resultado, porém, não corresponde ao que uma pessoa veria a olho nu. A imagem foi feita com um filtro que bloqueia a maior parte da luz visível e registra o infravermelho próximo, uma faixa de radiação invisível aos olhos humanos.
Como a técnica reduz o brilho da cidade
As luzes urbanas costumam dificultar a observação das estrelas. Mas diferentes fontes de iluminação se comportam de maneiras distintas no infravermelho próximo. Segundo a explicação da NASA, lâmpadas fluorescentes e de LED emitem menos nessa faixa do que no visível, enquanto lâmpadas incandescentes antigas e alguns letreiros de neon ainda podem aparecer brilhantes.
Como as estrelas também emitem luz infravermelha, o filtro permite registrar a faixa da Via Láctea mesmo em meio à iluminação da cidade. A técnica não elimina toda a poluição luminosa: ela seleciona comprimentos de onda em que parte das luzes urbanas interfere menos.
Uma imagem, não uma visão a olho nu
A fotografia é um exemplo de como filtros e câmeras especiais podem revelar componentes do céu que nossos olhos não conseguem perceber diretamente. Portanto, ela não significa que a Via Láctea seja normalmente visível sobre Manhattan sem equipamentos; o destaque depende da captura no infravermelho próximo.
O Space News Pb publicou recentemente sobre uma possível mudança na orientação do disco da Via Láctea. A imagem de Manhattan trata de outro tema: a observação do céu urbano com uma técnica de captura que reduz parte do efeito das luzes artificiais.
Veja a imagem original e a explicação completa na NASA APOD.
Crédito da fotografia: Jason Kurth e Ty Buckley.
Fonte: NASA — Astronomy Picture of the Day, 15 de outubro de 2026
Leia também: a matéria do Space News Pb sobre a orientação do disco da Via Láctea
