A Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da NASA, foi lançada em 18 de junho de 2009 e chegou à órbita da Lua cinco dias depois. Desde então, seus instrumentos têm coletado dados sobre o relevo, a temperatura, a composição e o ambiente de radiação lunar. Essas observações ajudam cientistas a estudar a Lua e a planejar futuras missões humanas e robóticas.
Sete instrumentos para estudar a Lua
A LRO leva sete instrumentos científicos. Em conjunto, eles fotografam a superfície, medem altitudes e temperaturas, observam a radiação e investigam características do solo lunar:
- LROC: câmeras que registram a superfície lunar em alta resolução.
- LOLA: altímetro a laser que mede o relevo e ajuda a construir mapas topográficos.
- Diviner: radiômetro que mede temperaturas na superfície.
- LEND: detector de nêutrons que ajuda a mapear a presença de hidrogênio no solo.
- LAMP: espectrógrafo ultravioleta usado para estudar a superfície e regiões permanentemente sombreadas.
- CRaTER: instrumento que mede a radiação cósmica relevante para a segurança de futuras tripulações.
- Mini-RF: radar que observa propriedades da superfície e do subsolo raso.
Relevo, radiação e possíveis depósitos de gelo
As imagens e medições da LRO ajudam a identificar regiões de interesse científico e a avaliar características importantes para futuras explorações. O altímetro LOLA, por exemplo, fornece dados para mapas topográficos detalhados, enquanto as medições de temperatura mostram como a iluminação e as sombras variam em diferentes áreas.
O detector LEND mede sinais relacionados à presença de hidrogênio. Esses dados podem ajudar a localizar regiões que merecem investigação como possíveis áreas com gelo de água, especialmente perto dos polos. Eles não significam, por si só, que todo sinal de hidrogênio corresponda a um depósito confirmado de gelo. As evidências sobre água lunar vêm de diferentes instrumentos e missões, e continuam sendo estudadas.
Os dados da LRO também seguem contribuindo para pesquisas sobre a Lua e para o planejamento de futuras missões de exploração.
Fontes: