A NASA anunciou um novo passo no desenvolvimento de um telescópio para a missão LISA, um observatório espacial que buscará detectar ondas gravitacionais — pequenas ondulações no espaço-tempo produzidas por alguns dos eventos mais violentos do Universo, como a fusão de buracos negros.
O novo telescópio é uma etapa de preparação
Em 8 de outubro de 2026, a agência informou que a empresa L3Harris Technologies vai projetar, montar e integrar um novo telescópio de teste, chamado Engineering Test Unit. O equipamento ajudará a preparar a produção futura dos componentes de voo da missão.
Esse telescópio de teste não é a missão LISA completa. A NASA participa do projeto liderado pela Agência Espacial Europeia (ESA), fornecendo os seis telescópios que serão usados pelos três veículos espaciais, além de outros componentes e apoio técnico e científico.
Como a LISA vai detectar ondas gravitacionais
A LISA será formada por três espaçonaves que voarão ao redor do Sol acompanhando a órbita da Terra. Juntas, elas formarão um triângulo gigantesco, com cerca de 2,5 milhões de quilômetros em cada lado. A missão está planejada para meados da década de 2030.
Em cada espaçonave, telescópios enviarão e receberão feixes de laser infravermelho das outras duas. Os instrumentos acompanharão as distâncias entre os veículos com extrema precisão. Quando uma onda gravitacional passar pela formação, ela alterará ligeiramente essas distâncias. A medição dessas mudanças permitirá identificar e estudar as ondas.
O sistema também usará pequenas massas de teste de ouro e platina, mantidas em queda livre dentro das espaçonaves. Elas servirão como referências para separar o efeito da gravidade de outras forças que poderiam interferir nas medições.
Um observatório diferente dos telescópios comuns
Apesar de usar telescópios, a LISA não produzirá imagens convencionais de estrelas e galáxias. Seus telescópios fazem parte de um sistema de medição a laser; o objetivo é registrar ondas gravitacionais em frequências que os detectores instalados na Terra não conseguem observar com a mesma sensibilidade.
Com esses dados, os cientistas esperam estudar, entre outros fenômenos, a fusão de buracos negros supermassivos e sistemas compactos formados por objetos como anãs brancas, estrelas de nêutrons e buracos negros. A missão poderá abrir uma nova janela para observar acontecimentos distantes e compreender melhor a gravidade.
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