Hubble revela uma enorme superbolha onde novas estrelas estão nascendo !

Estrutura localizada na Grande Nuvem de Magalhães mede cerca de 210 por 140 anos-luz e foi criada pela ação de estrelas massivas

Uma nova imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble mostra uma impressionante região de formação estelar na Grande Nuvem de Magalhães, uma pequena galáxia localizada a aproximadamente 160 mil anos-luz da Terra.
A estrutura, conhecida como N44, está na constelação de Dourado e possui uma gigantesca cavidade central chamada de superbolha. Essa região vazia mede aproximadamente 210 por 140 anos-luz.

Apesar do nome, a superbolha não é uma bolha de espaço completamente vazio. Ela foi formada quando estrelas muito massivas lançaram poderosos ventos estelares e explodiram como supernovas. A energia dessas estrelas empurrou grande parte do gás que existia ao redor, criando a enorme cavidade.
Ao redor da superbolha existe uma espécie de concha formada por gás e poeira comprimidos. Essa compressão favorece o nascimento de novas estrelas. Por isso, a região é importante para os astrônomos que estudam como os astros se formam.

Um berçário de estrelas

As observações do Hubble permitiram catalogar quase meio milhão de estrelas na região de N44. Desse total, aproximadamente 30 mil são estrelas pré-sequência principal — astros jovens que ainda não começaram a fundir hidrogênio em seus núcleos.

Essas estrelas estão em uma fase inicial de desenvolvimento. Com o tempo, elas deverão iniciar a fusão nuclear e entrar na sequência principal, etapa em que estrelas como o Sol passam a maior parte de suas vidas.

A radiação ultravioleta emitida pelas estrelas massivas também faz o gás ao redor brilhar, revelando diferentes estruturas dentro da nebulosa. Uma delas é uma bolha menor chamada N44F, criada pelos ventos de uma única estrela quente e massiva.

Uma janela para o passado cósmico

A Grande Nuvem de Magalhães possui uma quantidade menor de elementos pesados do que a Via Láctea. Por esse motivo, estudar N44 ajuda os cientistas a entender como a formação estelar pode ter ocorrido em galáxias antigas, quando o Universo ainda tinha menos elementos químicos pesados.

A imagem foi divulgada pela NASA e pela ESA em 3 de setembro de 2026. Mais do que uma fotografia impressionante, ela mostra um ambiente cósmico dinâmico, no qual estrelas antigas influenciam o nascimento de novas gerações.

Fonte: NASA/ESA – Hubble  
https://science.nasa.gov/missions/hubble/nasas-hubble-spies-superbubble-scene/

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