O telescópio espacial atingiu o marco em 19 de setembro. Uma de suas observações recentes acompanha a possível reaparição de uma supernova distante, cuja luz é desviada por um aglomerado de galáxias.
Uma explosão estelar que pode ser vista novamente
Athena foi descoberta pelo Telescópio Espacial James Webb em 2025. Entre a supernova e a Terra está o aglomerado de galáxias MACS J0417, cuja gravidade curva e amplia a luz que passa por ele. Esse efeito é chamado de lente gravitacional. A luz da supernova pode seguir diferentes trajetórias ao redor do aglomerado antes de chegar até nós. Como alguns caminhos são mais longos do que outros, a luz da mesma explosão pode alcançar a Terra em momentos diferentes. Por isso, uma supernova pode parecer reaparecer no céu meses ou até anos depois de sua primeira observação. A NASA prevê que a luz de Athena possa reaparecer entre agora e o início de março de 2027. A previsão não significa que a nova aparição esteja garantida: os astrônomos estão observando a região para tentar registrá-la.
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Se o Hubble observar novamente a supernova, o intervalo entre suas aparições poderá ajudar os pesquisadores a estimar como a massa está distribuída no aglomerado MACS J0417. A gravidade do aglomerado é justamente o que desvia a luz e cria os diferentes caminhos. Essas medições também podem contribuir para o estudo da constante de Hubble, o valor usado para descrever a velocidade com que o Universo se expande. O acompanhamento de Athena integra uma observação relacionada a esse tema, realizada no mesmo dia em que o Hubble completou sua 200 milésima órbita. A lente gravitacional funciona, nesse caso, como uma espécie de instrumento natural: ao estudar o desvio e o tempo de chegada da luz, os cientistas podem aprender mais sobre o aglomerado que está à frente da supernova e sobre a expansão cósmica.
Um observatório que segue em alta demanda
Apesar de mais de três décadas em órbita, o Hubble continua observando objetos em diferentes áreas da astronomia. Sua capacidade de estudar luz ultravioleta e visível complementa o trabalho do James Webb e de outros observatórios. A procura pelo telescópio continua muito alta. Segundo a NASA, os astrônomos solicitam cerca de sete vezes mais tempo de observação do que o Hubble consegue disponibilizar a cada ano. O marco das 200 mil órbitas, portanto, celebra tanto a longevidade do observatório quanto sua contribuição científica contínua. E, enquanto acompanha a possível reaparição de Athena, o Hubble ainda pode ajudar a responder perguntas fundamentais sobre a massa das galáxias e a expansão do Universo.
Fonte: NASA Science — Hubble completa 200 mil órbitas e busca uma supernova distante

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