Vem aí um Eclipse parcial do Sol

Atualização — outubro de 2026: esta matéria foi publicada originalmente em fevereiro de 2017. O título original foi mantido, mas o texto foi revisado para deixar claro que os eclipses citados já ocorreram e para corrigir informações desatualizadas. A data original de publicação foi mantida.

Como acontece um eclipse solar?

Um eclipse solar acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, alinhando-se de modo que sua sombra alcance parte da superfície terrestre. Isso só pode ocorrer na fase de Lua nova. Como a órbita lunar é inclinada em relação à órbita da Terra, porém, nem toda Lua nova produz um eclipse.

Diagrama do eclipse solar mostrando o Sol, a Lua, a Terra, a umbra e a penumbra
Esquema da sombra da Lua durante um eclipse solar.
Embora o Sol seja muito maior que a Lua, ele também está muito mais distante. Por isso, os dois astros podem parecer ter tamanhos semelhantes no céu. A diferença entre seus tamanhos aparentes e a posição do observador determinam o tipo de eclipse visto de cada lugar.

Num eclipse total, a Lua cobre todo o disco solar para quem está na estreita faixa de totalidade. Num eclipse anular, a Lua aparenta ser menor e deixa um anel luminoso do Sol visível ao redor dela. Fora dessas faixas centrais, observadores podem ver apenas um eclipse parcial.

O eclipse de fevereiro de 2017

Em 26 de fevereiro de 2017 ocorreu um eclipse solar anular. Ao longo de uma faixa estreita, o Sol apareceu como um anel ao redor da Lua; em uma área mais ampla, o fenômeno podia ser visto como parcial. No Brasil, a possibilidade e a magnitude da observação dependiam da localidade. Por isso, a afirmação original de que “a maior parte do Brasil” veria o eclipse foi retirada.

O texto original também citava eclipses previstos para agosto de 2017 e outubro de 2023. Ambos já ocorreram. A previsão de um eclipse total em agosto de 2045 continua sendo um evento futuro, mas as áreas de visibilidade devem ser conferidas em mapas atualizados quando a data se aproximar.

Cuidados para observar o Sol

Nunca olhe diretamente para o Sol sem proteção própria para observação solar. Óculos de sol comuns não são seguros para esse fim. Binóculos, telescópios e câmeras também exigem filtros solares apropriados, instalados corretamente na parte frontal do equipamento. Olhar através deles sem filtro pode causar lesões graves nos olhos.

O escurecimento intenso do céu ocorre apenas para quem está na faixa de totalidade e durante a fase total. Em eclipses parciais ou anulares, o Sol continua visível, por isso a proteção ocular continua necessária durante toda a observação.

Fontes: