Na noite de 10 de fevereiro de 2017, um eclipse lunar penumbral foi visível em amplas regiões do planeta, incluindo boa parte das Américas. Na mesma época, o cometa 45P/Honda-Mrkos-Pajdusakova também se aproximou da Terra. Os fenômenos ocorreram em datas próximas, mas eram eventos distintos e exigiam condições diferentes de observação.
O eclipse lunar penumbral
Um eclipse penumbral acontece quando a Lua atravessa a penumbra da Terra, a parte mais clara da sombra terrestre. Ao contrário de um eclipse parcial ou total, ela não entra na umbra — a região mais escura — e não fica coberta pela sombra escura do planeta. A mudança de brilho pode ser discreta e difícil de notar a olho nu.
Na noite do eclipse, a Lua cheia pôde ser observada em grande parte das Américas, além de regiões da Europa, África e Ásia. O horário e a aparência do fenômeno dependiam da localização de cada observador.
A aproximação do cometa 45P
O cometa 45P/Honda-Mrkos-Pajdusakova fez sua maior aproximação da Terra em 11 de fevereiro de 2017. Segundo a NASA/JPL, ele passou a cerca de 0,08 unidade astronômica do nosso planeta — aproximadamente 7,4 milhões de milhas, ou 12 milhões de quilômetros.
Na orientação publicada pela NASA/JPL na época, o cometa poderia ser procurado no céu da manhã, na região da constelação de Hércules. Ele se deslocava rapidamente em relação ao fundo de estrelas, mas era um alvo tênue: binóculos ou telescópio eram recomendados para observá-lo. As condições do céu e a localização do observador também influenciavam a visibilidade.
A previsão divulgada em 2017 era de que o cometa retornaria em 2022. Essa data já passou; ela não deve ser interpretada como previsão de uma nova aproximação da Terra igual à de 2017. A afirmação da versão antiga de que ele passaria mais perto do que qualquer outro cometa em 30 anos foi retirada, pois não é confirmada pela fonte da NASA/JPL consultada.
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