Nota da redação: Matéria publicada originalmente em 18 de outubro de 2016 e atualizada em 24 de setembro de 2026, com revisão das informações sobre os Centauros e Chariklo.
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Centauros são pequenos corpos do Sistema Solar que orbitam principalmente entre Júpiter e Netuno. A influência gravitacional dos planetas gigantes pode alterar suas trajetórias, tornando suas órbitas instáveis e fazendo com que esses objetos migrem entre diferentes regiões do Sistema Solar.
Em 2026, 983 centauros eram conhecidos. Esse número se refere aos objetos catalogados — não necessariamente à população total, que é difícil de estimar. Um estudo recente também indica que alguns objetos próximos da Terra podem ser transportados para a região dos centauros, mostrando que suas origens e trajetórias podem ser variadas.
Um dos exemplos mais conhecidos é 10199 Chariklo, considerado o maior centauro conhecido. Ele tem cerca de 302 quilômetros de diâmetro e possui anéis. Eles foram identificados em 2013; em 18 de outubro de 2022, o telescópio espacial James Webb observou as sombras dos anéis enquanto a luz de uma estrela passava por trás do objeto.
Suas órbitas ficam, em geral, entre as de Júpiter e Netuno. Um estudo publicado em 2026 descreve essa região orbital como situada aproximadamente entre 5,5 e 30,1 vezes a distância média entre a Terra e o Sol — distância conhecida como unidade astronômica.
Eles não devem ser confundidos com uma classe definida apenas pela aparência ou composição. O que caracteriza os centauros principalmente é a região em que orbitam e a dinâmica de suas trajetórias. Alguns podem apresentar características associadas a asteroides; outros podem ter materiais gelados e, em certas condições, atividade semelhante à de cometas.
Órbitas que mudam com o tempo
A gravidade de Júpiter, Saturno, Urano e Netuno pode alterar a trajetória de um centauro durante aproximações. Por isso, suas órbitas podem ser instáveis e evoluir de maneira complexa.
Segundo o estudo de 2026, a vida dinâmica mediana dos centauros é estimada em cerca de 10 milhões de anos. Isso não quer dizer que cada objeto dure exatamente esse tempo: é uma medida estatística para a população estudada. Alguns podem permanecer na região por períodos diferentes, enquanto outros podem ser deslocados para novas órbitas.
Essas mudanças também podem levar objetos a outras partes do Sistema Solar. Simulações indicam que alguns corpos próximos da Terra podem ser transportados para a região dos centauros; o caminho inverso também é uma possibilidade estudada pelos astrônomos.
Quantos são conhecidos?
Um artigo científico publicado em 2026 cita 983 centauros conhecidos no levantamento consultado. Esse número corresponde aos objetos catalogados, não necessariamente à quantidade total que existe: corpos pequenos e distantes são difíceis de detectar, e novos levantamentos podem aumentar o total.
O mesmo estudo informa que apenas 58 desses objetos tinham diâmetros estimados na amostra analisada. Isso mostra que ainda há muito a descobrir sobre o tamanho e as características físicas de boa parte da população.
Chariklo e seus anéis
Um dos centauros mais conhecidos é 10199 Chariklo, considerado o maior já identificado. A NASA estima seu diâmetro em cerca de 302 quilômetros.
Chariklo também surpreendeu os astrônomos por possuir anéis. Eles foram detectados em 2013, quando o objeto passou à frente de uma estrela e alterou sua luz. Em 2023, o telescópio espacial James Webb observou novamente esse tipo de ocultação: as sombras produzidas pelos anéis ajudaram a estudar esse sistema. Segundo a NASA, os anéis ficam a aproximadamente 400 quilômetros do centro de Chariklo e têm poucos quilômetros de largura.
A observação não foi feita por uma sonda que tenha visitado o centauro de perto. Em vez disso, os cientistas analisaram a luz de uma estrela distante ao passar por trás do objeto e de seus anéis.
Por que estudar os centauros?
Como suas órbitas são influenciadas pelos planetas gigantes, os centauros ajudam os pesquisadores a investigar como os corpos menores se deslocam pelo Sistema Solar. Estudá-los pode revelar pistas sobre a evolução das órbitas, a distribuição desses objetos e as conexões entre diferentes regiões planetárias.
Mesmo sendo pequenos e distantes, esses viajantes cósmicos mostram que o Sistema Solar não é estático: seus corpos podem mudar de órbita e passar por transformações ao longo de milhões de anos.

