Em 2016, notícias sobre uma possível parceria entre um instituto de Taiwan e a NASA apresentaram a missão Resource Prospector como um projeto de mineração lunar. O objetivo anunciado era explorar a região polar da Lua em busca de recursos que poderiam ser úteis em futuras missões. Mas a proposta não consistia em uma operação comercial para extrair e transportar minérios: era um projeto de prospecção, isto é, de investigação do solo e de possíveis recursos.
Procurar recursos não é o mesmo que minerar
O Resource Prospector foi concebido pela NASA como uma missão com um módulo de pouso e um rover. A ideia era investigar o ambiente lunar e procurar materiais voláteis, incluindo água congelada em regiões permanentemente sombreadas. Os resultados poderiam ajudar a planejar futuras missões e a avaliar se recursos locais poderiam, um dia, apoiar a exploração humana.
A missão, porém, não foi lançada. A NASA cancelou o projeto em 2018, antes que o rover chegasse à Lua. Assim, a proposta anunciada em 2016 não se tornou uma expedição de mineração nem uma operação em andamento.
O que sabemos sobre água e recursos lunares
Em 1999, a sonda Lunar Prospector detectou concentrações de hidrogênio em regiões polares. Esse tipo de sinal pode indicar materiais que contêm hidrogênio, mas não equivale, por si só, à confirmação de gelo de água disponível para extração. Observações posteriores de diferentes missões contribuíram para confirmar a presença de água em algumas regiões lunares, inclusive em áreas permanentemente sombreadas.
Além da água, o solo lunar contém materiais que despertam interesse científico e podem vir a ser úteis no espaço. O hélio-3, por exemplo, é estudado como possível recurso futuro. Isso não significa que já exista mineração lunar de hélio-3 ou que sua extração em escala comercial esteja comprovada.
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