Mapa da Lua

Atualização — outubro de 2026: esta matéria foi publicada originalmente em junho de 2016. O texto foi revisado para corrigir o período das missões Apollo que pousaram na Lua e acrescentar orientações para observar as feições lunares. A data original de publicação foi mantida.

A Lua está tão presente no céu que às vezes passa despercebida. Mas basta olhar com atenção para notar áreas escuras, crateras e regiões montanhosas. Este mapa reúne algumas feições conhecidas e indica os locais das seis missões Apollo que pousaram na superfície lunar: Apollo 11, 12, 14, 15, 16 e 17, entre 1969 e 1972. A Apollo 13 aparece na sequência do programa, mas não pousou na Lua.

As marcações do mapa são uma orientação para reconhecer as regiões; não substituem uma carta lunar detalhada.

Mapa da Lua com crateras, mares lunares e locais de pouso das missões Apollo

Algumas feições para reconhecer

  • Copernicus: grande cratera de impacto, com cerca de 93 quilômetros de diâmetro. Telescópios revelam suas paredes em terraços e picos centrais.
  • Aristarchus: uma das crateras mais brilhantes da Lua; fica perto do planalto de mesmo nome.
  • Kepler: cratera de impacto marcada por material brilhante espalhado ao redor do local da colisão.
  • Grimaldi: antiga bacia de impacto com piso escuro, preenchido por material vulcânico, que se destaca por seu contraste com as áreas vizinhas.
  • Mar da Umidade (Mare Humorum): planície escura formada por antigas lavas, visível na face voltada para a Terra.
  • Tycho: cratera relativamente jovem, conhecida pelo sistema de raios brilhantes que se estende por grande parte da superfície lunar.
  • Mar da Tranquilidade (Mare Tranquillitatis): planície onde a Apollo 11 pousou em julho de 1969. Neil Armstrong e Buzz Aldrin foram os primeiros seres humanos a caminhar na Lua.
  • Mar das Crises (Mare Crisium): grande planície escura, fácil de identificar a olho nu perto da borda leste do disco lunar.
  • Mar da Serenidade (Mare Serenitatis): outra extensa planície formada por antigas lavas, ao norte do Mar da Tranquilidade.

Quando observar a Lua

A olho nu, é possível reconhecer os grandes mares lunares. Binóculos ou um telescópio pequeno ajudam a distinguir crateras e outros detalhes. Para perceber melhor sombras e relevo, observe quando a linha entre a parte iluminada e a parte escura da Lua atravessa a região de interesse: nessa faixa, chamada terminador, as sombras ficam mais evidentes. Já na Lua cheia, crateras como Tycho se destacam pelas raias brilhantes.

Apesar do nome, os “mares” lunares não têm água. São planícies de rocha basáltica formadas por antigas erupções vulcânicas. Os primeiros observadores deram a essas regiões nomes relacionados a mares porque, vistas da Terra, lembravam grandes extensões de água.

Fontes: