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| A cápsula Crew Dragon Freedom momentos antes de pousar no Pacífico, na costa da Califórnia. Crédito: NASA/Keegan Barber. |
O splashdown ocorreu às 8h34 no horário do Pacífico — 12h34 no horário de Brasília. Jessica Meir e Jack Hathaway, da NASA, Sophie Adenot, da Agência Espacial Europeia (ESA), e Andrey Fedyaev, da Roscosmos, estavam a bordo. Equipes de resgate recuperaram a cápsula e os tripulantes pouco depois do pouso.
Durante os 237 dias em órbita, a tripulação percorreu mais de 100 milhões de milhas — cerca de 161 milhões de quilômetros — e completou mais de 3.792 voltas ao redor da Terra. A viagem encerrou uma missão de longa duração dedicada a pesquisas científicas, demonstrações tecnológicas e atividades de manutenção na estação.
Da decolagem ao retorno
A Crew-12 foi lançada em 13 de fevereiro de 2026, a partir da Flórida, a bordo da nave Freedom, impulsionada por um foguete Falcon 9. A cápsula chegou à ISS no dia seguinte. A missão foi a 12ª rotação de tripulação da NASA para a estação realizada em parceria com a SpaceX.
Meir e Fedyaev já haviam viajado ao espaço; para Hathaway e Adenot, a Crew-12 foi a primeira missão espacial. Depois de meses de trabalho em órbita, a equipe se despediu da estação e retornou na mesma cápsula que a levou até o laboratório orbital.
Pesquisas para a saúde e futuras missões
A tripulação dedicou centenas de horas a pesquisas científicas. Parte dos estudos pode contribuir tanto para a preparação de viagens mais distantes — incluindo futuras missões à Lua e a Marte — quanto para avanços com aplicações na Terra.
Entre os trabalhos realizados estavam testes de produção de células-tronco para possíveis terapias celulares; demonstrações de geração de fluidos intravenosos sob demanda, uma tecnologia que poderá ser útil em missões espaciais; e estudos sobre bactérias associadas à pneumonia e seus possíveis efeitos de longo prazo no coração.
Os astronautas também participaram de pesquisas relacionadas à nutrição e investigaram como características físicas podem influenciar o fluxo sanguíneo durante o voo espacial. Compreender melhor essas respostas é importante para ajudar a proteger a saúde das tripulações em missões prolongadas.
Sete caminhadas espaciais
As atividades fora da estação também marcaram a missão. Jessica Meir realizou quatro caminhadas espaciais durante a Crew-12 e chegou a sete ao longo da carreira. Com esse total, ficou em terceiro lugar entre as mulheres astronautas da NASA com mais caminhadas espaciais, atrás de Peggy Whitson e Suni Williams.
Sophie Adenot realizou três caminhadas espaciais e se tornou a primeira mulher francesa a sair da estação para trabalhar no espaço. Somadas, as atividades de Meir e Adenot corresponderam a sete caminhadas espaciais realizadas pelas duas astronautas durante a missão.
Um laboratório em órbita
A ISS permite que cientistas estudem como organismos, materiais e tecnologias se comportam em microgravidade, condição difícil de reproduzir em laboratórios terrestres. Os resultados ajudam a ampliar o conhecimento sobre a vida e o trabalho no espaço e a testar recursos que poderão ser necessários em viagens mais longas.
Com o retorno da Crew-12, a NASA e seus parceiros encerram mais uma rotação de tripulação na estação. Além dos resultados científicos, missões desse tipo acumulam experiência em transporte, operação e manutenção — capacidades importantes para manter pessoas trabalhando em órbita e preparar explorações futuras.
