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Mostrando postagens de setembro, 2026

Missão espacial registra em ultravioleta o anel completo da aurora boreal

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A missão espacial SMILE, desenvolvida em conjunto pela Agência Espacial Europeia (ESA) e pela Academia Chinesa de Ciências, registrou uma visão panorâmica e contínua do anel da aurora boreal ao redor do Polo Norte. O nome SMILE vem do inglês Solar wind Magnetosphere Ionosphere Link Explorer, que pode ser traduzido como “Explorador da Conexão entre o Vento Solar, a Magnetosfera e a Ionosfera”. A missão foi criada para investigar como a atividade do Sol interage com o ambiente magnético da Terra. Um dos destaques das primeiras imagens científicas da missão é a visão completa do anel auroral obtida em ultravioleta. O registro não mostra uma aurora inédita na natureza: a novidade é a capacidade de observar toda essa estrutura de uma só vez, durante um período prolongado e em uma faixa de luz invisível aos olhos humanos. As imagens foram captadas em 24 de julho de 2026, pouco depois de o instrumento ultravioleta da sonda começar a operar. Segundo a ESA, é a primeira ...

Mundos oceânicos entram na mira das missões

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Titã, Encélado e Europa escondem oceanos sob suas superfícies geladas. Novas sondas pretendem estudar a química e a habitabilidade desses ambientes — sem que isso signifique que já exista evidência de vida. A Terra não é o único lugar do Sistema Solar onde pode haver grandes quantidades de água líquida. Sob as crostas geladas de algumas luas, oceanos escondidos podem persistir longe da luz do Sol. Esses corpos são chamados de mundos oceânicos e estão entre os alvos mais interessantes da exploração espacial. A ideia não é apenas procurar água. Para avaliar se um ambiente poderia sustentar vida, os cientistas investigam também a presença de elementos químicos essenciais, fontes de energia e condições que permitam a interação entre água e rochas. Até agora, nenhuma vida foi encontrada nesses mundos. As missões procuram entender se eles são habitáveis e quais sinais poderiam ajudar a responder a essa pergunta. Titã: mares de metano e uma missão voadora A maior lua de ...

Clarão de raios X durou quase 10 minutos após breve explosão gama

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Uma breve explosão de raios gama, com duração de cerca de 0,4 segundo, foi seguida por uma emissão de raios X suaves que persistiu por aproximadamente 560 segundos . Os dados revelam uma fase prolongada de atividade após o evento; a possibilidade de formação de um magnetar é uma interpretação, ainda não uma confirmação.  Ilustração artística Astrônomos observaram uma emissão de raios X que continuou por quase dez minutos após uma explosão de raios gama extremamente breve. O episódio, identificado como EP250704a em raios X e GRB 250704B em raios gama, oferece novas pistas sobre o que acontece depois da fusão de objetos compactos, como estrelas de nêutrons. O sinal de raios gama durou cerca de 0,4 segundo. Já a emissão posterior de raios X suaves persistiu por aproximadamente 560 segundos — cerca de nove minutos e vinte segundos. O evento foi observado pelo Einstein Probe , em conjunto com o Space Variable O...

Ejeção de plasma do Sol pode chegar à Terra em 2 de outubro

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Uma nuvem de plasma lançada pelo Sol poderá alcançar a região da Terra em 2 de outubro. O material foi expelido durante a erupção de um filamento solar em 28 de setembro. As primeiras análises indicam que uma parte da ejeção pode estar na direção do nosso planeta e, se houver interação com o campo magnético terrestre, poderá provocar uma tempestade geomagnética fraca, de nível G1 .  Ejeção de Plasma A previsão ainda não representa uma confirmação de impacto. A trajetória e os efeitos dependem de características da nuvem que precisam ser acompanhadas durante seu deslocamento pelo espaço. Por isso, a data estimada e a intensidade da possível tempestade podem mudar com a chegada de novas observações. Filamento solar lançou material ao espaço Segundo a atualização do EarthSky , o filamento começou a se erguer por volta de 13h UTC de 28 de setembro — aproximadamente 10h pelo horário de Brasília — e terminou em uma erupção. O evento lançou plasma para o espaço na forma de...

James Webb revela variações de temperatura e nuvens em SIMP 0136

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Análise das observações do telescópio identificou os principais fatores por trás das mudanças na atmosfera de um objeto próximo, situado na fronteira entre anãs marrons e planetas. Representação artística de SIMP 0136 Dados do Telescópio Espacial James Webb ajudaram astrônomos a identificar o que provoca a maior parte das mudanças observadas na atmosfera de SIMP 0136. A análise apontou dois fatores principais: variações de temperatura e alterações na estrutura vertical das nuvens. O objeto está a cerca de 20 anos-luz da Terra, na direção da constelação de Peixes. Classificado como uma anã marrom do tipo T2.5, SIMP 0136 tem massa próxima à fronteira que separa esses objetos dos planetas gigantes. Como não orbita uma estrela conhecida, ele também serve como um análogo próximo para estudar atmosferas de exoplanetas observados diretamente. Uma nova forma de analisar a atmosfera Os pesquisadores estudaram uma série de espectros obtidos pelo instrumento NIRSpec, do James Webb, enq...

Sistema com dois sóis pode abrigar planeta do tamanho da Terra

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Um sistema estelar a cerca de 16,6 anos-luz da Terra pode oferecer condições para a existência de um planeta rochoso em uma região onde a água líquida seria possível. O sistema 70 Ophiuchi é formado por duas estrelas, mas ainda não há nenhum planeta confirmado ao seu redor. A conclusão vem de uma pesquisa publicada no periódico The Astrophysical Journal . Os cientistas combinaram novas medições e dados acumulados ao longo de décadas para compreender melhor o movimento das estrelas e avaliar se um planeta poderia manter uma órbita estável nesse ambiente. Duas estrelas, mas não necessariamente um planeta orbitando ambas Localizado a aproximadamente 5,1 parsecs — cerca de 16,6 anos-luz —, 70 Ophiuchi é um sistema binário. Sua estrela principal tem cerca de 88% da massa do Sol, enquanto a companheira tem aproximadamente 73%. Portanto, são estrelas um pouco menores e menos massivas que a nossa. O cenário investigado pelos pesquisadores não é o de um planeta girando em torno das duas ...

Experimento em laboratório indica que microrganismos poderiam sobreviver em Encélado

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Um estudo recriou aspectos do oceano subterrâneo da lua de Saturno e observou o crescimento de microrganismos produtores de metano. O resultado amplia as possibilidades de busca por vida, mas não demonstra que ela exista fora da Terra. Encélado, uma das luas de Saturno, pode oferecer condições mais favoráveis à vida microbiana do que se imaginava. Em um experimento de laboratório, pesquisadores simularam características de seu oceano subterrâneo e observaram que microrganismos capazes de produzir metano conseguiram crescer nesse ambiente. O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, na Alemanha, em colaboração com cientistas de outras instituições. Os resultados foram publicados em setembro de 2026 na revista científica Science Advances. A pesquisa não encontrou vida em Encélado: mostrou que um tipo de metabolismo microbiano terrestre pode funcionar em condições inspiradas nas que os cientistas acreditam existir no fundo do oceano ...

Starship da SpaceX , alcança a órbita pela primeira vez

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  Missão Flight 14 representa um dos maiores avanços do programa Starship; apesar de uma falha de motor durante a subida, a nave conseguiu atingir a órbita e realizar a primeira entrega operacional de carga A SpaceX alcançou nesta segunda-feira, 28 de setembro de 2026 , um dos principais objetivos de seu programa Starship. Pela primeira vez, o gigantesco veículo formado pelo foguete Super Heavy e pela espaçonave Starship conseguiu alcançar a órbita terrestre durante um voo de teste.  O lançamento aconteceu a partir da Starbase , no sul do Texas, Estados Unidos, dando início à 14ª missão integrada do sistema. Diferentemente das 13 tentativas anteriores, que seguiram trajetórias suborbitais, o objetivo desta vez era colocar a Starship efetivamente em órbita e demonstrar uma série de tecnologias necessárias para transformar o veículo em um sistema operacional e reutilizável.  O voo também marcou a primeira vez que uma Starship transportou e colocou em órbita satélites ...