Nasa lançará sonda que atravessará a atmosfera do Sol em 2018

Nota de atualização — outubro de 2026: a Parker Solar Probe foi lançada em 12 de agosto de 2018 e, em 2021, tornou-se a primeira espaçonave a atravessar a coroa solar. Em 24 de dezembro de 2024, fez sua aproximação recorde: passou a cerca de 6,1 milhões de quilômetros acima da superfície visível do Sol, a aproximadamente 692 mil quilômetros por hora. A sonda não foi projetada para atingir o Sol; ela continua em uma órbita elíptica que a leva repetidamente através da coroa.

A Parker Solar Probe, da NASA, foi lançada em 12 de agosto de 2018 para estudar o Sol de perto. A missão recebeu o nome do astrofísico Eugene Parker, que desenvolveu importantes teorias sobre o vento solar. A sonda investiga a coroa — a camada mais externa da atmosfera solar — e busca entender como se forma o vento solar e por que a coroa atinge temperaturas muito superiores às da superfície visível do Sol.

Representação artística da Parker Solar Probe passando perto do Sol.
Representação artística da Parker Solar Probe durante sua missão de estudar o ambiente próximo ao Sol.

A sonda não vai se chocar contra o Sol

A Parker Solar Probe não tenta pousar ou colidir com o Sol. Seu caminho é uma órbita alongada, que a faz se aproximar da estrela e depois se afastar. Para reduzir gradualmente a distância de aproximação, a sonda realizou sete sobrevoos de Vênus, usando a gravidade do planeta para modificar sua órbita.

Durante as passagens mais próximas, a Parker atravessa a coroa solar. Embora essa região tenha temperaturas extremamente altas, o plasma é muito rarefeito. Um escudo de espuma de carbono e materiais compostos protege a sonda e seus instrumentos do calor e da radiação.

Animação de uma ejeção de massa coronal no Sol, fenômeno relacionado à atividade solar.
Animação de uma ejeção de massa coronal. Esta imagem ilustra um fenômeno solar; não foi registrada pela Parker Solar Probe.

A aproximação recorde de 2024

Em 24 de dezembro de 2024, a sonda passou a aproximadamente 6,1 milhões de quilômetros acima da superfície visível do Sol, a cerca de 692 mil quilômetros por hora — aproximadamente 192 quilômetros por segundo. A NASA confirmou que ela sobreviveu à passagem e continuou operando normalmente.

Essas aproximações permitem medir diretamente partículas, campos magnéticos e outras propriedades do ambiente solar. Os dados ajudam a investigar a origem do vento solar e os processos que aquecem a coroa, além de contribuir para a compreensão de fenômenos solares que podem afetar tecnologias na Terra e no espaço.

Foguete Delta IV Heavy, usado para lançar a Parker Solar Probe em 2018.
O Delta IV Heavy, com estágio superior, lançou a Parker Solar Probe em agosto de 2018.

Fontes:
NASA — missão Parker Solar Probe
NASA — aproximação recorde de dezembro de 2024
Johns Hopkins APL — trajetória e sobrevoos de Vênus