Em 26 de maio de 2021 ocorreu o primeiro eclipse lunar total daquele ano. A totalidade foi visível em partes do oeste da América do Norte, da América do Sul e da região do Pacífico, além de áreas da Austrália e do Sudeste Asiático. No Brasil, a Lua não estava visível durante a fase total. Em algumas áreas do oeste do país, foi possível observar parte da fase parcial no fim da madrugada, com o satélite próximo do horizonte.
Um eclipse lunar acontece quando a Terra fica entre o Sol e a Lua, e o satélite atravessa a sombra terrestre. Na fase penumbral, a Lua passa pela região externa e mais clara dessa sombra; na fase parcial, uma parte do disco entra na umbra, a região mais escura. A totalidade ocorre quando todo o disco lunar fica dentro da umbra.
Onde o eclipse pôde ser visto
A região da Terra de onde cada fase de um eclipse é visível muda enquanto o planeta gira. Por isso, observadores próximos ao limite dessa região podem ver apenas parte do fenômeno: a Lua pode nascer ou se pôr antes de uma fase começar ou terminar.
Em algumas áreas do oeste brasileiro, era possível observar uma parte da fase parcial no final da madrugada de 26 de maio. A totalidade, porém, ocorreu quando a Lua já não podia ser vista do Brasil. O mapa abaixo indica as áreas do país que podiam acompanhar parte do eclipse.
Por que a Lua ficou avermelhada?
Durante a totalidade, a Lua pode adquirir tons avermelhados ou alaranjados. A atmosfera terrestre espalha mais a luz azulada e refrata parte da luz avermelhada para dentro da umbra. Essa luz chega à superfície lunar e produz o aspecto conhecido popularmente como “Lua de sangue”. A tonalidade varia conforme as condições da atmosfera terrestre.
Como o eclipse seria visto da Lua?
Da superfície lunar, a Terra pareceria passar diante do Sol. Ao redor do planeta seria possível ver um anel avermelhado, formado pela luz solar filtrada e refratada pela atmosfera terrestre. Não seria a coroa solar: durante o eclipse, a Terra encobriria o Sol visto da Lua.
O eclipse de maio de 2021 coincidiu com uma Lua cheia próxima do perigeu, o ponto da órbita lunar mais próximo da Terra. Por isso, o evento também foi divulgado como uma “superlua”. A diferença aparente de tamanho e brilho depende da comparação usada; os números de 14% e 30% que apareciam na versão antiga foram retirados por não se aplicarem como comparação simples com uma Lua cheia comum.
A fase total durou cerca de 14 minutos. O mapa de visibilidade da NASA mostra como a posição do observador determinava quais etapas do eclipse podiam ser acompanhadas.
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