Atualização da reentrada do estágio central do Foguete Chinês

Atualização — outubro de 2026: esta matéria foi publicada originalmente em maio de 2021. O texto foi atualizado para registrar o resultado da reentrada do estágio central do foguete Long March 5B e distinguir a previsão orbital da área informada após o evento. A data original de publicação foi mantida.

No início de maio de 2021, o estágio central do foguete chinês Long March 5B Y2 estava em órbita e se aproximava de uma reentrada não controlada. O objeto, catalogado como 48275U, havia sido usado no lançamento do módulo Tianhe, destinado à estação espacial chinesa. Apesar de o título original desta postagem falar em “segundo estágio”, tratava-se do estágio central do veículo.

Mapa com a previsão da trajetória de reentrada do estágio central Long March 5B Y2, divulgada antes do evento em maio de 2021
Previsão divulgada antes da reentrada: horário e localização estimados pelo acompanhamento orbital, não o ponto exato da queda.


O mapa abaixo mostra uma previsão divulgada antes da reentrada: o cálculo estimava que ela ocorreria em 9 de maio, às 02h26 UTC. Esse tipo de estimativa pode mudar conforme a órbita decai e o arrasto da atmosfera afeta o objeto. O mapa registra aquela previsão; não é uma representação do local exato em que os fragmentos chegaram ao oceano.


O que ocorreu

A agência espacial chinesa informou que a reentrada aconteceu em 9 de maio de 2021, às 10h24 no horário de Pequim — 02h24 UTC. Portanto, ocorreu cerca de dois minutos antes do horário indicado no mapa. Segundo o comunicado, a maior parte do estágio queimou durante a passagem pela atmosfera e a área marítima prevista para os destroços ficava no oceano Índico, centrada nas coordenadas 2,65° norte e 72,47° leste.

Quando um objeto em órbita baixa perde altitude, o arrasto atmosférico aumenta e a estrutura aquece ao atravessar camadas mais densas da atmosfera. A maior parte pode se desintegrar, embora alguns fragmentos resistentes possam sobreviver. Neste caso, a agência chinesa informou uma área marítima para a queda dos destroços; isso não corresponde a um ponto individual confirmado para cada fragmento.

Fontes: