Radio Telescópio FAST na China, descobre FRB com múltiplos sinais

Atualização — outubro de 2026

Um sinal breve de rádio, ou FRB, é um pulso muito breve de ondas de rádio vindo do espaço, detectado por radiotelescópios. Não é som audível. A FRB 181123, descrita na matéria original abaixo, é diferente de uma descoberta recente sobre outra rajada distante.

Em 2026, pesquisadores identificaram a galáxia hospedeira da FRB 20240304B, detectada em 2024 pelo radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul. Para localizar a galáxia, a equipe usou o Telescópio Espacial James Webb: sua câmera NIRCam encontrou a galáxia, e o instrumento NIRSpec mediu seu desvio para o vermelho. O resultado indica que a luz da galáxia partiu quando o Universo tinha cerca de 3 bilhões de anos.

A galáxia é anã, está formando estrelas e tem aproximadamente mil vezes menos massa do que a equipe esperava. Esse ambiente favorece a hipótese de que a rajada tenha sido produzida por um magnetar — uma estrela de nêutrons jovem com campo magnético muito intenso — em vez da fusão de duas estrelas de nêutrons. É uma pista, não uma explicação definitiva para a origem das FRBs.

Essa descoberta recente não foi feita pelo FAST e não se refere à FRB 181123 desta matéria. Trata-se de outro sinal, estudado com outros instrumentos. Leia a cobertura do Space News Pb: O sinal de rádio mais distante já detectado veio de uma galáxia anã.

O texto original abaixo foi publicado em 2020. As quantidades e previsões mencionadas nele refletem o conhecimento disponível na época.

Fontes da atualização:

O Five-hundred-meter Aperture Spherical radio Telescope, ou FAST, o maior radiotelescópio do mundo de antena única, localizado na província de Guizhou, na China, detectou uma nova FRB, ou Fast Radio Burst, um pulso de rádio que normalmente dura poucos milissegundos. A descoberta foi recentemente publicada no Astrophysical Journal Letters e foi feita por uma equipe internacional de astrônomos liderada pelos cientistas Zhu Weiwei e Li Di, do National Astronomical Observatories da Academia Chinesa de Ciências (NAOC).

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Usando uma técnica inovadora de busca integrada com uma tecnologia de inteligência artificial, os cientistas encontraram uma nova FRB, denominada FRB 181123, a partir de uma análise profunda dos dados massivos adquiridos pelo FAST.

A descoberta relata uma nova FRB com três distintos componentes de emissão. As FRBs, os misteriosos sinais de rádio do espaço profundo, são normalmente rajadas com um pico, e poucas delas possuem flashes repetidos. As FRBs, em sua maioria, têm uma estrutura com um único pico, onde ocorre um aumento repentino de fótons. O processo inteiro se parece com um flash de raio, que brilha no céu por um curto período de tempo antes de escurecer.

No caso de uma FRB com múltiplos picos, dois ou três flashes em sequência são registrados, ou até mesmo mais. De acordo com Zhu, a FRB recém-descoberta mostra um perfil com múltiplos picos: três picos aconteceram no intervalo de aproximadamente 5 milissegundos, e a energia emitida pelo primeiro pulso é mais brilhante que a dos outros dois. A estrutura do pulso da nova FRB é similar à da FRB 121102, o primeiro evento repetido observado pelos astrônomos, disse Zhu.

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“O pulso do sinal deve ter sido transmitido a cerca de 10 bilhões de anos atrás, antes de ser registrado pelo FAST em 23 de novembro de 2018”, explicou Zhu. Li Di, que também é o cientista-chefe do FAST, atribuiu a descoberta à sensibilidade superior do telescópio. Como em um telescópio óptico, quanto maior o calibre, mais sensível é o instrumento; no caso de um radiotelescópio, ocorre o mesmo, disse Li.

De acordo com o pesquisador, a nova descoberta mostra a grande capacidade e sensibilidade do FAST. Em 2018, o FAST detectou um dos pulsares de milissegundos mais apagados já registrados na história, enquanto telescópios de muitos outros países falharam em detectá-lo, acrescentou ele.

Um novo campo da astronomia está se desenvolvendo rapidamente, e o número de FRBs havia aumentado significativamente, chegando a quase mil detecções, segundo as informações disponíveis na época da publicação desta matéria.

“Nós embarcamos na pesquisa por FRBs em 2015”, disse Li. “Contudo, apesar do início tardio, a nova descoberta do FAST tem mostrado a vantagem do radiotelescópio em detectar sinais extremamente fracos do espaço profundo.”

De acordo com Li, o sinal provavelmente se originou no período em que o maior número de estrelas surgiu na evolução do Universo. “Vamos fortalecer nossas pesquisas futuras de confirmação e verificação e pretendemos usar o FAST para nos ajudar a encontrar a origem e a natureza das FRBs”, acrescentou o cientista.

O Five-hundred-meter Aperture Spherical radio Telescope, ou FAST, o maior rádio telescópio do mundo de antena única, localizado na província de Guizhou da China, detectou uma nova FRB, ou Fast Radio Burst, um pulso de rádio que normalmente dura poucos milissegundos.
A descoberta foi recentemente publicada no Astrophysical Journal Letters, foi feita por uma equipe internacional de astrônomos liderada pelos cientistas Zhu Weiwei e Li Di, no National Astronomical Observatories da Academia Chinesa de Ciências (NAOC).

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Usando uma técnica inovadora de busca integrado com uma tecnologia de inteligência artificial, os cientistas encontraram uma nova FRB, denominada de FRB 181123, a partir de uma análise profunda feita nos dados massivos adquiridos pelo FAST.
A descoberta relata uma nova FRB com três distintos componentes de emissão.
As FRBs, os misteriosos sinais de rádio do espaço profundo, são normalmente rajadas com um pico, e poucas delas possuem flashes repetidos. As FRBs na sua maioria têm uma estrutura com um único pico onde ocorre um aumento repentino de fótons. O processo inteiro se parece um flash de raio, que brilha no céu por um curto período de tempo antes de escurecer. No caso de uma FRB com múltiplos picos, dois ou três flashes na sequência são registrados, ou até mesmo mais.
De acordo com o Zhu, a FRB recém-descoberta mostra um perfil com múltiplos picos com 3 picos que aconteceram no intervalo de aproximadamente 5 milissegundos, e a energia emitida pelo primeiro pulso é mais brilhante que os outros dois.
A estrutura do pulso da nova FRB é similar à FRB 121102, o primeiro evento repetido observado pelos astrônomos, disse Zhu.
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“O pulso do sinal deve ter sido transmitido a cerca de 10 bilhões de anos atrás, antes de ser registrado pelo FAST em 23 de novembro de 2018”, explicou Zhu.
Li Di, que também é o cientista chefe do FAST, atribuiu a descoberta à sensibilidade superior do telescópio. Como um telescópio óptico, quanto maior o calibre, mais sensível é um telescópio e no caso de um rádio telescópio é a mesma coisa, disse Li.
De acordo com o pesquisador, a nova descoberta mostra a grande capacidade e sensibilidade do FAST.
Em 2018, o FAST detectou um dos pulsares de milissegundos mais apagados já registrados na história, enquanto telescópios de muitos outros países falharam na sua detecção, adicionou ele.
Um novo campo da astronomia está se desenvolvendo rapidamente, e o número de FRBs, tem aumentado de forma significante para atingir quase as 1000 FRBs detectadas.

“Nós embarcamos na pesquisa por FRBs em 2015”, disse Li. “Contudo apesar, do seu início tardio, a nova descoberta do FAST tem mostrado a vantagem do rádio telescópio em detectar sinais extremamente fracos do espaço profundo”.
De acordo com Li, o sinal é provavelmente derivado do período quando o maior número de estrelas apareceu na evolução do universo.

“Nós vamos fortalecer nossas pesquisas futuras de confirmação e verificação e pretendemos usar o FAST para nos ajudar a encontrar a origem e a natureza das FRBs”, adicionou o cientista.