ARTEMIS

Nota de atualização — outubro de 2026: o texto foi revisto para explicar a origem, os objetivos e a trajetória das sondas ARTEMIS. A distância mostrada na imagem original é momentânea; ela não representa um valor atual ou fixo.

ARTEMIS é uma missão robótica da NASA formada por duas sondas, ARTEMIS-P1 e ARTEMIS-P2. Elas foram redirecionadas para estudar a Lua e o ambiente espacial ao seu redor, com atenção especial à interação entre o vento solar, a superfície lunar e o campo magnético da Terra.

Apesar do nome, esta missão não é o programa Artemis de exploração lunar tripulada da NASA. A missão ARTEMIS deste artigo é composta por sondas automáticas e começou como parte de outro projeto científico, chamado THEMIS.

Representação artística da missão ARTEMIS


De THEMIS à missão ARTEMIS

As cinco sondas THEMIS foram lançadas em 17 de fevereiro de 2007 para investigar fenômenos magnéticos próximos da Terra, incluindo as chamadas subtempestades magnetosféricas, que podem intensificar as auroras. Duas delas, as sondas externas P1 e P2 — também identificadas como THEMIS-B e THEMIS-C — foram posteriormente redirecionadas para a Lua.

O nome ARTEMIS vem da sigla em inglês Acceleration, Reconnection, Turbulence and Electrodynamics of the Moon’s Interaction with the Sun, que pode ser traduzida como “Aceleração, Reconexão, Turbulência e Eletrodinâmica da Interação da Lua com o Sol”. A NASA registra que a ARTEMIS-P1 entrou em órbita lunar em 27 de junho de 2011, seguida pela ARTEMIS-P2 em 17 de julho do mesmo ano.

Antes de chegarem à órbita lunar, as sondas também passaram pelos pontos de Lagrange L1 e L2 do sistema Terra–Lua. Nessas regiões, as forças gravitacionais da Terra e da Lua se equilibram de uma maneira que permite estudar o ambiente espacial em posições estratégicas.

O que as sondas investigam?

Uma das principais metas da missão é entender como o vento solar — um fluxo de partículas que vem do Sol — interage com a Lua. Quando esse fluxo passa pela região lunar, forma-se atrás da Lua uma área alterada, conhecida como “esteira lunar” ou lunar wake. Ao medir partículas e campos elétricos e magnéticos em diferentes pontos, as sondas ajudam os cientistas a mapear essa estrutura.

As observações também contribuem para estudar a aceleração de partículas, a reconexão magnética e a turbulência no vento solar e na cauda magnética da Terra. Outros objetivos incluem investigar anomalias magnéticas na crosta lunar e propriedades do ambiente próximo à superfície, como a exosfera lunar e a carga elétrica do solo.

Visualização científica relacionada ao ambiente espacial estudado pela missão ARTEMIS
Imagem de divulgação relacionada à missão ARTEMIS e ao estudo do ambiente espacial lunar.


Por que usar duas sondas?

Com duas espaçonaves, os pesquisadores podem comparar medições feitas ao mesmo tempo em locais diferentes. Isso ajuda a distinguir mudanças que acontecem com o passar do tempo daquelas causadas pela posição de cada sonda. A combinação de observações oferece uma visão mais completa da estrutura tridimensional do ambiente ao redor da Lua.

Os dados da ARTEMIS ampliam o conhecimento sobre a interação entre o vento solar, a Lua e a magnetosfera terrestre. Eles ajudam a investigar processos que ocorrem em regiões do espaço próximas à órbita lunar e complementam as observações feitas por outras missões científicas.

Fontes: NASA Science — missão THEMIS–ARTEMIS; UCLA Space Science Institute — objetivos da missão ARTEMIS.