Nota de atualização — outubro de 2026: a Europa Clipper foi lançada em 14 de outubro de 2024 e tem chegada prevista ao sistema de Júpiter em 2030. A missão fará sobrevoos da lua, mas não pousará nela. Europa é considerada promissora para estudar condições de habitabilidade; até agora, não foi detectada vida.
Europa, uma das grandes luas de Júpiter, tem uma superfície de gelo marcada por longas fraturas e outras formações geológicas. Medições de missões anteriores dão fortes indícios de um oceano salgado sob a crosta congelada, o que torna esse mundo um alvo importante para a exploração espacial.
Por que Europa interessa aos cientistas
A presença provável de água líquida sob o gelo é uma das razões para o interesse científico em Europa. A habitabilidade, porém, depende de mais do que água: também importam a química disponível, as fontes de energia e as condições do ambiente. Até o momento, não há evidência de que exista vida na lua.
A gravidade de Júpiter e a interação com outras luas contribuem para deformar Europa ao longo de sua órbita. Esse processo pode gerar calor no interior e influenciar a atividade geológica. As fraturas na superfície ajudam os pesquisadores a estudar essas mudanças, mas não revelam sozinhas o que existe no oceano profundo.
O que as imagens anteriores revelaram
A missão Galileo, que estudou o sistema de Júpiter entre 1995 e 2003, obteve imagens e medições importantes de Europa. As imagens mostram uma superfície complexa, com fraturas, regiões deformadas e diferenças de textura. Elas continuam sendo usadas para planejar observações mais detalhadas.
A missão Europa Clipper
A NASA lançou a Europa Clipper em outubro de 2024. A chegada ao sistema de Júpiter está prevista para 2030. Em vez de entrar em órbita ao redor de Europa, a espaçonave orbitará Júpiter e fará dezenas de sobrevoos próximos da lua.
Durante esses encontros, os instrumentos da sonda vão estudar a superfície, a composição e a estrutura interna de Europa. O objetivo é avaliar se existem lugares com condições que poderiam sustentar vida, não detectar diretamente organismos. A missão também poderá investigar possíveis plumas, caso estejam ativas durante os sobrevoos.
Em 2017, uma missão de pouso era discutida como uma possibilidade futura separada. Ela não faz parte da Europa Clipper, que não foi projetada para aterrissar na superfície.
Fontes:
NASA — exploração de Júpiter e Europa Clipper
NASA/JPL — possíveis plumas de vapor d’água em Europa
Geophysical Research Letters — estudo sobre o oceano e possíveis processos na crosta de Europa