A terra e sua orbita elíptica

Nota de atualização — outubro de 2026: o texto foi revisado para retirar uma repetição e corrigir alguns valores de velocidade e a explicação sobre anos bissextos. A referência ao periélio de 4 de janeiro de 2017 é histórica.

Como você reagiria se fosse convidado a participar de uma viagem espacial ao redor do Sol, a uma velocidade média de cerca de 107.200 quilômetros por hora? E se, além disso, você girasse junto com a Terra a cerca de 1.670 quilômetros por hora na região do Equador? Essa viagem já está acontecendo: nossa nave espacial é o planeta Terra.

A primeira velocidade é a de translação da Terra ao redor do Sol. A segunda é a velocidade linear de um ponto da superfície causada pela rotação do planeta. Ela é maior no Equador e diminui em direção aos polos; a velocidade angular da rotação, por sua vez, é a mesma em diferentes latitudes.

A Terra viaja ao redor do Sol junto com os demais planetas do Sistema Solar. O próprio Sistema Solar também se desloca pelo espaço enquanto orbita o centro da Via Láctea.

A órbita terrestre não é um círculo perfeito: ela tem forma elíptica, com o Sol em um de seus focos. Por isso, a distância entre os dois varia ao longo do ano. No periélio, ponto de maior proximidade, a Terra fica a cerca de 147,1 milhões de quilômetros do Sol. No afélio, ponto de maior afastamento, a distância chega a aproximadamente 152,1 milhões de quilômetros. A distância média é de cerca de 149,6 milhões de quilômetros, equivalente a uma unidade astronômica.

De acordo com a segunda lei de Kepler, a Terra se move mais rapidamente quando está próxima do Sol e mais lentamente quando está distante. Em 4 de janeiro de 2017, por exemplo, nosso planeta passou pelo periélio. Sua velocidade orbital média é de cerca de 107.200 quilômetros por hora; ao longo da órbita, varia aproximadamente entre 105.400 quilômetros por hora, perto do afélio, e 109.000 quilômetros por hora, perto do periélio.

A trajetória da Terra ao redor do Sol tem aproximadamente 940 milhões de quilômetros. Nosso planeta completa uma volta em cerca de 365 dias e 6 horas. Como o calendário conta dias inteiros, essas horas extras se acumulam e são compensadas com um dia a mais em fevereiro nos anos bissextos.

No calendário gregoriano, a regra não é simplesmente acrescentar um dia a cada quatro anos: anos divisíveis por 4 são bissextos, exceto os divisíveis por 100 que não sejam também divisíveis por 400. Assim, 2000 foi bissexto, mas 1900 não foi.

Fontes:
NASA — Earth Fact Sheet
NASA — Reference Systems
Observatório Naval dos Estados Unidos — anos bissextos