50 Anos da Apollo 1

Atualização — outubro de 2026: esta matéria foi publicada originalmente em janeiro de 2017. O texto foi revisado para esclarecer as condições do teste, os limites do que se sabe sobre a origem do incêndio e as medidas tomadas após a investigação. A data original de publicação foi mantida.

Em 27 de janeiro de 1967, um incêndio durante um teste em solo matou os astronautas Virgil “Gus” Grissom, Edward White e Roger Chaffee. A cápsula estava no Complexo de Lançamento 34, em Cabo Kennedy, na Flórida. A tragédia ocorreu antes do primeiro voo tripulado do programa Apollo: a missão que ficou conhecida como Apollo 1 estava prevista para fevereiro daquele ano, mas nunca foi lançada.

Imagem original preservada da matéria sobre a Apollo 1

Um teste em solo que terminou em tragédia

O exercício simulava etapas da contagem regressiva com a tripulação dentro da cápsula e os sistemas preparados para a operação. A cabine estava pressurizada com oxigênio puro, e a escotilha de três partes exigia uma sequência de ações para ser aberta. O teste também enfrentou problemas de comunicação entre a tripulação e a equipe em terra.

Às 18h31, no horário local, foi reportado fogo dentro da cápsula. O incêndio se espalhou em poucos segundos. A investigação concluiu que a cabine se rompeu rapidamente com o aumento da pressão e que o calor, a fumaça e os gases impediram o resgate da tripulação. A escotilha não pôde ser aberta a tempo; a pressão interna também dificultava sua abertura antes da ruptura da cabine.

Imagem original preservada da matéria sobre a Apollo 1

O que a investigação concluiu

A comissão de investigação não conseguiu identificar com certeza a fonte que iniciou o fogo. Seu relatório indicou que as chamas provavelmente começaram na parte inferior dianteira de um compartimento de equipamentos. A atmosfera de oxigênio puro e os materiais combustíveis presentes na cabine contribuíram para que o fogo se alastrasse rapidamente.

As conclusões da comissão foram publicadas, e comissões do Congresso realizaram audiências sobre o acidente e as mudanças propostas. A NASA redesenhou componentes da cápsula — incluindo a escotilha —, revisou materiais e procedimentos e promoveu mudanças de segurança e gestão. A investigação não foi abafada; ela levou a uma ampla revisão do programa antes que os voos tripulados Apollo fossem retomados.

Imagem original preservada da matéria sobre a Apollo 1

Em 2017, no aniversário de 50 anos do acidente, uma das escotilhas da cápsula foi exposta no Centro Espacial Kennedy. A cápsula Apollo 1, por sua vez, permanece guardada em uma instalação da NASA no Centro de Pesquisa Langley.

Fontes: