Nota de atualização — outubro de 2026: lançada em dezembro de 2016, a missão CYGNSS foi além de seu objetivo inicial de estudar ventos em tempestades tropicais. Seus dados também são usados em pesquisas sobre umidade do solo e inundações. Em fevereiro de 2026, a equipe da missão informou que a NASA havia aberto uma solicitação para que parceiros assumissem parte ou todas as operações. A atualização disponível previa a divulgação dos resultados na primavera de 2026, mas não registrava o desfecho do processo.
Em 15 de dezembro de 2016, a NASA lançou oito pequenos satélites da missão CYGNSS (Cyclone Global Navigation Satellite System). O objetivo era observar com maior frequência os ventos na superfície do oceano, inclusive em regiões internas de ciclones tropicais, onde chuvas intensas dificultam algumas medições feitas por satélites convencionais.
Lançamento a partir de um avião
Os satélites foram levados por um foguete Pegasus XL preso a um avião L-1011 Stargazer. A aeronave decolou da Flórida e liberou o foguete sobre o oceano Atlântico. Depois da separação, os oito satélites foram colocados em órbita baixa da Terra.
Como os satélites medem os ventos
A CYGNSS não mede diretamente a potência de um furacão nem prevê sozinha sua trajetória. O sistema recebe sinais de satélites GPS e também analisa esses sinais após serem refletidos pela superfície do oceano. A forma como as ondas de rádio retornam fornece informações sobre a rugosidade do mar, que pode ser usada para estimar a velocidade dos ventos na superfície.
Como os oito satélites podem observar diferentes partes das regiões tropicais em intervalos frequentes, as medições ajudam os pesquisadores a acompanhar mudanças nos ventos e a compreender processos ligados à intensificação de ciclones. Essas informações podem contribuir para pesquisas e para o aprimoramento de modelos de previsão.
Uma missão com aplicações além dos furacões
Com o tempo, os pesquisadores também passaram a usar os dados da CYGNSS em estudos sobre umidade do solo, áreas alagadas e outros fenômenos do sistema terrestre. A NASA destaca que a missão pode observar a superfície mesmo sob nuvens e chuva intensa, característica útil para algumas dessas aplicações.
A missão foi planejada inicialmente para uma duração menor, mas continuou coletando dados por anos. Em 2021, a NASA anunciou a extensão das operações científicas e ressaltou que as medições poderiam ajudar tanto em pesquisas sobre ciclones quanto em estudos de inundações e umidade do solo.
Em uma atualização publicada em fevereiro de 2026, a equipe da CYGNSS informou que a NASA havia solicitado propostas de organizações interessadas em assumir parte ou todas as operações da missão. Naquele momento, os resultados do processo eram esperados para a primavera de 2026. A atualização não informou quantos satélites seguem operacionais nem confirmou o resultado posterior da seleção.
Fontes:
Equipe da missão CYGNSS — atualizações, incluindo a solicitação de parcerias de 2026
NASA — extensão da missão CYGNSS e aplicações científicas