Nota de atualização — outubro de 2026: apesar do título original, a origem de Fobos e Deimos ainda não foi determinada. A hipótese de uma grande colisão é uma das explicações estudadas, mas a NASA também considera a possibilidade de captura de asteroides ou de material remanescente da formação inicial do Sistema Solar.
Marte tem duas luas pequenas e irregulares: Fobos, a maior e mais próxima do planeta, e Deimos, menor e mais distante. As duas foram descobertas pelo astrônomo Asaph Hall em 1877.
Como as luas podem ter se formado?
A aparência irregular e o tamanho reduzido das luas levaram à hipótese de que fossem asteroides capturados pela gravidade de Marte. Outra possibilidade é que tenham se formado a partir de material que ficou ao redor do planeta no início da história do Sistema Solar, possivelmente após grandes impactos.
Em 2016, estudos propuseram cenários em que uma colisão teria lançado detritos para a órbita de Marte, dos quais poderiam ter surgido luas. Essa explicação é importante, mas não encerrou o debate. As hipóteses ainda precisam ser comparadas com observações e análises de amostras.
O que sabemos sobre Fobos e Deimos
Fobos completa cerca de três órbitas ao redor de Marte por dia, enquanto Deimos leva aproximadamente 30 horas para dar uma volta. Fobos também está gradualmente se aproximando do planeta. Segundo a NASA, no futuro distante ele poderá colidir com Marte ou se fragmentar, formando um anel.
Essas diferenças ajudam os cientistas a investigar a história das duas luas, mas não bastam para definir sua origem. Para isso, são necessárias medições mais detalhadas da superfície e da composição dos materiais.
A missão que pode ajudar a esclarecer a questão
A missão MMX, da agência espacial japonesa JAXA, foi planejada para estudar Fobos e Deimos de perto e trazer amostras de Fobos à Terra. A missão conta com a participação de outras agências, incluindo a NASA e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR).
De acordo com o cronograma divulgado pelo DLR, o lançamento está previsto para 2026, com chegada à órbita de Marte em 2027 e retorno das amostras em 2031. A análise desses materiais poderá ajudar a testar as diferentes hipóteses sobre a formação das luas marcianas.
Fontes:
NASA — as luas de Marte
DLR — missão Martian Moons eXploration (MMX)