Kepler Descobre 100 Novos Exoplanetas

Nota de atualização — outubro de 2026: O estudo citado nesta matéria validou 104 exoplanetas entre 197 candidatos identificados pela missão K2. Os quatro planetas do sistema K2-72 continuam classificados como confirmados no NASA Exoplanet Archive. Dados atuais indicam que o sistema está a cerca de 217 anos-luz da Terra, em vez dos 181 anos-luz estimados na época da publicação. A missão Kepler/K2 foi encerrada em 2018, após o esgotamento do combustível. Desde então, os telescópios TESS e James Webb, então apresentados como projetos futuros, foram lançados — respectivamente, em 2018 e 2021.

Fontes consultadas: NASA/JPL — validação de 104 exoplanetas; NASA Exoplanet Archive — sistema K2-72; NASA/JPL — missão Kepler; NASA — TESS; NASA — James Webb.


Uma coisa pode ter certeza, quieto ele não está, continua trabalhando firme e forte na sua nova missão, a K2, e nessa nova missão, uma equipe internacional de astrônomos acaba de divulgar a descoberta de mais de 100 exoplanetas e quase 200 candidatos.


O mais legal, é que podemos dizer que essa descoberta só foi possível graças ao problema da missão original do Kepler.
Na sua missão original ele pesquisava uma área fixa do céu, com o problema nos giroscópios, ele perdeu precisão para ficar apontado muito tempo para uma estrela, mas ganhou a liberdade de pesquisar outras áreas do céu.
Assim, o Kepler pôde observar uma fração maior de estrelas menores e mais frias, estrelas do tipo anãs-vermelhas, as estrelas mais comuns na Via Láctea.


Embora a missão tenha sido adaptada, a região do céu mudada e o tipo de estrela pesquisado alterado, a técnica continua a mesma.
O Kepler registra a curva de luz da estrela, e se um exoplaneta passar na sua frente ele é capaz de medir a queda no brilho causado pelo trânsito.


Além disso, como parte da técnica de descoberta, uma vez que o Kepler identifica um candidato, grandes telescópios na Terra são usados para confirmar ou não a descoberta.
Nessas novas descobertas foram usados os Observatórios Gmini Norte e Keck, para poder confirmar cada exoplaneta descoberto.
De todos esses novos exoplanetas um sistema particular chamou a atenção dos pesquisadores.
 

Ele é formado por 4 exoplanetas que poderiam ser rochosos.
Esses exoplanetas seriam entre 20% e 50% maiores que a Terra em diâmetro, orbitam uma estrela do tipo anã M, conhecida como K2-72, localizada a 181 anos-luz de distância da Terra, na direção da constelação de Aquário.
A estrela tem menos da metade do tamanho do Sol, e é menos brilhante.
O período orbital dos exoplanetas varia de 5 e meio até 24 dias, e dois deles experimentam níveis de radiação comparáveis com a Terra.


Apesar da órbita apertada, o autor do trabalho disse que não podemos descartar a possibilidade da vida ter se desenvolvido nesse exoplaneta.
Essa descoberta é importante por diversos fatores:

1 - São mais exoplanetas para serem carregados nos catálogos e nesse caso quanto mais melhor.

2 - Ela prova que o Kepler ainda funciona perfeitamente e pode ser usado por mais algum tempo como descobridor de exoplanetas.

3 - Prova que a missão K2, e a liberdade de explorar outras áreas do céu traz grandes surpresas na descoberta de novos exoplanetas.

4 - Começa a buscar e descobrir exoplanetas em estrelas mais brilhantes e na linha da eclíptica, o que aumentando assim a variedade de exoplanetas e preparando o caminho de forma segura para as próximas missões de busca de exoplanetas como o James Webb e o TESS.
 
 
Texto: Sérgio Sacani